EnglishPortugueseSpanish

A mineração de bitcoins no mundo já consome um volume de energia maior que o de países como Argentina, Holanda e Emirados Árabes Unidos, de acordo com uma análise de pesquisadores da Cambridge University, da Inglaterra. 

Segundo o relatório, a mineração de criptomoedas demanda bastante energia dos computadores, já que são necessários cálculos extremamente sofisticados para verificar e autorizar todas as transações que são realizadas simultaneamente. A estimativa é que o consumo tenha sido de 121,36 terawatts-hora (TWh) por ano. 

publicidade

O número é um pouco maior que a energia consumida anualmente na Argentina, que é de 121,00 TWh, já os Emirados Árabes Unidos consomem 113,20 TWh, com muito deste consumo vindo dos hotéis e shoppings luxuosos de Dubai, capital do país e o consumo também é maior do que toda a energia usada anualmente na Holanda, que é de 108,80 TWh. 

Caso o consumo de energia para mineração de criptomoedas siga crescendo, o que é provável, o volume de energia gasto por ano será maior também que o da Noruega, que é de 122,20 TWh.

Tesla Motors
Tesla investiu cerca de US$1,5 bilhões em bitcoins Imagem: Nadezda Murmakova/Shutterstock

Consumo de energia para mineração é proporcional ao aumento do valor da moeda 

O fato de grandes players, como a Tesla, entrarem no mercado de bitcoins faz com que o valor da moeda aumente. Para se ter uma ideia, após o anúncio que a companhia de Elon Musk havia investido US$ 1,5 bilhão (em torno de R$ 8 bilhões), o valor da moeda virtual disparou e bateu US$ 48 mil (cerca de R$ 256 mil). 

De acordo com Michel Rauchs, pesquisador do The Cambridge Center for Alternative Finance, o aumento dos valores deve fazer com que o consumo de energia para mineração de bitcoins também aumente. “Isso não é algo que mudará no futuro, a menos que o preço do Bitcoin caia significativamente”, afirma o pesquisador. 

publicidade

Via: BBC 

Já assistiu aos nossos novos vídeos no YouTube? Inscreva-se no nosso canal!