O Google passou a marcar seus próprios apps no iPhone como “desatualizados”, após quase dois meses sem liberar nenhuma atualização para eles. A ação é executada automaticamente pelos seus servidores, que monitoram versões móveis dos aplicativos instalados nos sistemas operacionais onde atua.

O Google vem negligenciando as atualizações de seus apps no iOS desde que a Apple implementou uma alteração nas práticas de privacidade da AppStore. Desde o fim de 2020, softwares oferecidos pela loja virtual devem trazer suas “informações nutricionais” – uma analogia ao detalhamento de quais dados coleta, para quais finalidades e qual o impacto disso para o usuário final. Entretanto, ninguém confirmou ser esse é o motivo da falta de updates.

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Apps populares do Google, como o YouTube, seguem sem atualização no iOS após mudança de política de privacidade da Apple. Imagem: Sutipond Somnam/Shutterstock

Engana-se, também, quem pensa que isso só acontece com os apps menos conhecidos do Google, já que mesmo os mais populares também estão emitindo alertas “server side” (ou seja, as mensagens vêm do próprio servidor do Google, e não do iPhone).

Gmail, Google Maps, YouTube, etc, trazem uma notificação dizendo “Você deveria atualizar este app. A versão que você está usando não inclui as mais recentes práticas de segurança para mantê-lo protegido. Continue apenas se você compreende isso”.

Atualização no servidor

Vale lembrar que, até o fechamento desta nota, uma atualização no servidor já havia removido o envio dessas mensagens. O Google ainda não providenciou a atualização dos apps, embora não tenha afirmado que isso tem a ver com as novas políticas de privacidade da Apple.

Inclusive, em janeiro deste ano, o Google reiterou por duas vezes que os updates chegariam. A primeira foi durante um questionamento enviado à empresa pelo Techcrunch, enquanto a segunda reforçou a primeira por meio de um post no blog oficial. Em ambos os casos, um porta-voz da empresa de Mountain View disse que “a ideia era a de adicionar as informações pedidas e atualizar os apps até 12 de janeiro”, o que obviamente não aconteceu.

Evidentemente, usar versões desatualizadas de um aplicativo pode colocar seu smartphone em risco. Uma boa medida de segurança pode ser a remoção deles e o acesso móvel ser feito via interface web (por meio de um navegador, como o Safari).

Fonte: Ars Technica / Techcrunch