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A conta do grupo ativista conservador “Project Veritas” (“Projeto Verdade” do inglês/latim) foi permanentemente suspensa pelo Twitter após a publicação de um vídeo. Nele, um de seus membros questiona Guy Rosen, vice-presidente de integridade do Facebook, à frente de sua casa. As informações são do jornal The New York Times.

A acusação do Twitter é a de que o Veritas violou a privacidade de Rosen ao mostrar, em vídeo, o local de sua residência, bem como a exposição pública de sua imagem. Em comunicado, James O’Keefe, fundador do grupo e que também teve sua conta suspensa (ainda que temporariamente), negou as acusações.

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Grupo ativista conservador Twitter
Grupo conservador Veritas teve sua conta suspensa do Twitter por violação de informações privadas. Imagem: Chip Somodevilla/Getty Images

Segundo O’Keefe, o vídeo em questão mostra o que ele referiu-se como “um de nossos repórteres” fazendo perguntas a Guy Rosen, mas o material não continha informações privadas de qualquer espécie. Ele ainda afirmou que a publicação não seria apagada do Twitter. “Não seria consciente de minha parte derrubar uma reportagem nossa sendo que ela não viola nenhuma privacidade de informação”.

Até o fechamento desta nota, a conta de O’Keefe no Twitter já havia sido restaurada. Anteriormente, ela estava bloqueada pelo Twitter, que pedia pela remoção do vídeo do Project Veritas. Uma vez que o grupo foi banido da rede social, O’Keefe conseguiu voltar, agora com um post fixado no topo de sua página dizendo “EU VOLTEI!” junto de um vídeo detalhando sua disputa com a rede social de Jack Dorsey.

Conservadores fazem parte do Project Veritas

O Project Veritas é uma figura proeminente no meio conservador, tendo, inclusive, todos os filhos do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (ele próprio também banido do Twitter), entre os seus seguidores. O grupo se define como “ativista”, mas suas atividades foram amplamente desacreditadas por especialistas, que afirmam que o Veritas pratica a veiculação da desinformação.

Um de seus vídeos, que afirmava “provar a fraude” das eleições norte-americanas de novembro de 2020, foi chamado de “campanha elitizada e coordenada de desinformação doméstica” por pesquisadores das universidades de Stanford e de Washington.

O Twitter não comentou o caso, e a página do que era o perfil do Project Veritas na rede social diz apenas que a conta está suspensa por violação dos termos de uso da plataforma.

Fonte: The New York Times / Politico