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Em coletiva realizada nesta quarta-feira (17), o governo de São Paulo anunciou que o Instituto Butantan conseguirá cumprir o acordo de fornecimento da CoronaVac com o Ministério da Saúde em menos tempo do que se previa inicialmente.

O acordo do Butantan prevê duas fases de entrega da CoronaVac. A primeira parte do cronograma, com a entrega de 46 milhões de doses, será cumprida até abril, como já estava acertado. No entanto, a segunda etapa, com mais 54 milhões, será concluída em agosto, embora a previsão inicial fosse de que isso acontecesse apenas em setembro.

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O ritmo de produção do Butantan começará a ser acelerado a partir de abril. O instituto prevê que começará a entregar 426 mil doses da CoronaVac por dia ao Ministério da Saúde a partir de 23 de fevereiro, com um fluxo constante agora que não há mais problemas com a liberação do insumo farmacêutico ativo (IFA) vindo da China. O ritmo aumentará com a liberação de uma fábrica que está em uso para a produção da vacina contra gripe.

Além da liberação de mais uma fábrica, o Butantan também ampliou a equipe responsável pelo processamento da CoronaVac. O instituto confirmou que dobrou o número de profissionais, de 150 para 300.

O anúncio chega apenas um dia após o Ministério da Saúde finalmente assinar o contrato de compra da segunda fase da CoronaVac, referente aos 54 milhões de doses, agora previstas para entrega até agosto. Até então, o Butantan cobrava uma posição firme da pasta, ou então os lotes seriam destinados à exportação, com alguns países demonstrando interesse na vacina.

Além das 100 milhões de doses com entrega programada ao Ministério da Saúde, o governo de São Paulo também negocia a entrega de 20 milhões de doses que serão destinadas especificamente para uso dentro do estado. O governador João Doria até o momento sustenta que o carregamento será destinado “aos brasileiros de São Paulo”, e a entrega deve acontecer a partir de setembro.

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