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‘Cidade Invisível’: ativistas indígenas criticam representatividade da série

Por Luiz Nogueira, editado por André Lucena
19/02/21 09h20, atualizada em 07/12/21 16h52
Cidade Invisível

Foto: Netflix/Divulgação

Mesmo tendo sido bem recebida pela crítica e público, a série ‘Cidade Invisível’, da Netflix, levantou alguns questionamentos nas redes sociais. O principal deles diz respeito à representatividade indígena e como a produção poderia ter contratado alguém que conhecesse melhor o folclore brasileiro para ajudar na construção da história.  

Para Fabrício Titiah, ativista da tribo Pataxó HãHãHãe, faltou “estudar mais e ser respeitoso”, se referindo à construção dos personagens folclóricos da série. “Eu e outros parentes podemos contar a história que realmente representa as tradições originárias, a representatividade já começa aí”.  

Por fim, ele critica a produção e afirma que ‘Cidade Invisível’ pode confundir quem assiste, já que pode “colaborar para a venda da imagem de um Brasil onde a cultura sagrada de um povo é tratada como uma fantasia exótica, reforçando pensamentos equivocados que os gringos têm sobre nossa cultura”.  

Mesmo com as questões apontadas, desde sua estreia, os sete episódios da produção encontram-se entre os mais assistidos no Brasil e em alguns outros países, como França e Espanha.  

A série, que se passa no Rio de Janeiro, tem como protagonistas Marco Pigossi e Alessandra Negrini, respectivamente um policial e a Cuca. A sinopse oficial diz: “Após uma tragédia familiar, um homem descobre criaturas folclóricas vivendo entre os humanos e logo se dá conta de que elas são a resposta para seu passado misterioso”. 

Via: Uol


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