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Com a vacinação em massa em Israel contra Covid-19, que está imunizando sua população em um ritmo proporcional incomparável, as informações sobre efetividade dos imunizantes no mundo real ficam mais claros, com notícias muito positivas para quem está usando o produto da Pfizer. Os dados mais recentes mostram eficácia alta mesmo com uma dose e que a fórmula é estável sem precisar de um superfreezer de -80°C.

Os estudos preliminares que vêm de Israel demonstraram uma efetividade de 85% após a aplicação de apenas uma dose em quem se vacinou, como demonstrado em artigo publicado na revista The Lancet.

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O artigo demonstra uma queda notável em casos sintomáticos entre os 7.000 profissionais da saúde acompanhados após a primeira dose. Os pesquisadores acompanharam a redução significativa de casos sintomáticos depois de 15 dias da primeira aplicação, quando o corpo já teve tempo de produzir resposta ao imunizante, até o dia 28, quando foi aplicada a segunda dose.

Apesar do resultado animador, isso não significa que a vacina é necessariamente eficaz com apenas uma dose. Significa que ela se mostrou protetora dentro do intervalo de duas semanas até o reforço, mas o estudo não acompanhou se há um declínio nesses índices após um período ou se eles se mantêm mesmo com uma única aplicação.

Os dados serviram, no entanto, para que mais pesquisadores defendessem uma ampliação no intervalo entre as duas doses, que permitiria vacinar mais pessoas em menos tempo.

Outros dados importantes também se mostraram animadores com a vacina da Pfizer. A empresa anunciou que o imunizante se mantém estável em uma faixa de -25°C e -15°C, que é uma temperatura mais viável para facilitar a logística.

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Atualmente, a vacina exige armazenamento entre -80°C e -60°C. Nesta temperatura, as doses podem ser guardadas por um período de seis meses, mas agora a empresa espera reduzir essa exigência para permitir o armazenamento entre -25°C e -15°C por um período de até duas semanas. Além disso, a empresa ressalta que, antes da diluição em solução salina, a vacina permanece estável por até 5 dias em temperaturas entre 2° e 8°C, que é equivalente a uma geladeira comum.

As informações também foram positivas relacionadas em relação à queda de transmissibilidade do vírus. Os estudos demonstraram um índice de proteção de 75% contra qualquer tipo de infecção, que são as pessoas que entram em contato com o vírus e sequer ficam assintomáticas, porque o vírus não consegue se replicar nas vias aéreas. A informação permite presumir um impacto positivo na redução da propagação viral.

Vale lembrar que o governo federal do Brasil comprou uma briga com a Pfizer sobre a vacina. A companhia ofereceu 70 milhões de doses ao país, que foram rejeitadas pelas exigências apresentadas pela farmacêutica e pelo fato de a oferta de doses foi considerada baixa, o que “causaria frustração aos brasileiros”.