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Muitas montadoras já apresentaram planos para migrar de motores à combustão para elétricos nos próximos anos. Mas a Volvo anunciou uma das mudanças mais agressivas da indústria até agora: até 2030, converterá toda a sua linha para veículos movidos a bateria.

A empresa, com sede na Suécia e propriedade da chinesa Geely Holding, se coloca assim à frente de seus rivais na conversão para uma produção 100% elétrica. Em 2019, todos os modelos que vendeu eram híbridos ou funcionavam exclusivamente com baterias.

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Em 2030, a Volvo irá “eliminar gradualmente qualquer carro em seu portfólio global com um motor de combustão interna, incluindo híbridos”, disse a empresa em um comunicado divulgado nesta terça-feira (2). “Para permanecermos bem-sucedidos, precisamos de crescimento sustentável. Portanto, em vez de investir em um negócio que está encolhendo [motores à combustão], optamos por investir no futuro – elétrico e online”, disse Håkan Samuelsson, presidente-executivo da Volvo.

Volvo XC40 Recharge
O Volvo XC40 Recharge, primeiro 100% elétrico da montadora, tem um alcance de aproximadamente 320 km com uma carga de bateria. Imagem: Volvo Cars/Divulgação

A General Motors fez a mesma promessa em janeiro, mas o plano não entra em vigor até 2035. A Volvo reconheceu que estava respondendo em parte à pressão dos governos, muitos dos quais anunciaram proibições aos motores de combustão interna nos próximos anos, mas garante que que sua decisão foi baseada “na expectativa de que a legislação, bem como uma rápida expansão da infraestrutura acessível de carregamento de alta qualidade, acelerará a aceitação do consumidor a carros totalmente elétricos”, completa o comunicado.

Em outra ruptura com a prática da indústria, os modelos elétricos da Volvo serão vendidos exclusivamente online, evitando os revendedores. Nos próximos anos, a montadora lançará vários modelos elétricos adicionais. “Já em 2025, a meta é que 50% das vendas globais consistam em carros totalmente elétricos, com o restante em híbridos. Em 2030, todos os carros que vendermos devem ser totalmente elétricos”, anunciou a empresa.

Via: The New York Times