Uma pergunta importante para saber sobre o nosso destino cósmico é a velocidade de expansão do universo. Até hoje, mesmo com dados cada vez mais precisos, os astrônomos não conseguiram chegar a uma resposta definitiva sobre este tema.

Mas uma nova pesquisa conduzida por uma equipe da Universidade de Berkeley, na California, conseguiu colocar mais uma pulga atrás da orelha dos cientistas em relação a essa polêmica da comunidade científica.

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Usando como base o brilho estelar médio de galáxias elípticas gigantes, os cientistas tentaram determinar qual é a constante de expansão do universo, ou a constante de Hubble (H0).

Porém, os pesquisadores chegaram a um resultado completamente diferente dos que foram aferidos anteriormente, 64,7 mais mais ou menos 0,5 quilômetros por segundo.

Hoje, as hipóteses mais aceitas entre os astrônomos são que o H0 é igual a 73,3 mais ou menos 2,5 quilômetros por segundo ou 73,3 mais ou menos 1,4 quilômetros por segundo.

Essa incompatibilidade nos resultados é algo que preocupa os cientistas, já que a constante de Hubble é um parâmetro importante na compreensão da física e da evolução do universo, além de ser a chave para se compreender a energia escura, que acelera esta taxa de expansão e compreende em torno de dois terços da energia do universo.

Resultado é a fruto da medição de 63 galáxias

Cientistas mediram 63 galáxias para tentar chegar à constante de Hubble. Crédito: Carnegie-Irvine Galaxy Survey

Para chegar a este novo resultado, os pesquisadores usaram a técnica de medição das flutuações do brilho estelar médio de 63 galáxias elípticas gigantes para determinar a distância em relação à velocidade para chegar ao H0.

O principal diferencial desta técnica, também conhecida como SBF, é o fato dela ser independente de outras e ter o potencial de oferecer estimativas de distância mais precisas. “Para medir distâncias a galáxias de até 100 megaparsecs, este é um método fantástico”, disse a cosmologista Chung-Pei Ma.

“O método SBF é mais amplamente aplicável à população geral de galáxias evoluídas no universo local”, declarou John Blakeslee, astrônomo da National Science Foundation.

Para ele, o lançamento do telescópio espacial James Webb, programado para outubro, pode ampliar ainda mais o potencial de medição. “Se conseguirmos galáxias suficientes com o James Webb, este método tem o potencial de fornecer a melhor medição local da constante de Hubble”.

Via: Phys.org

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