O governo dos Estados Unidos avalia doar alguns milhões de doses da vacina de Oxford, produzida pelo laboratório britânico AstraZeneca, para outros países, o que pode incluir o Brasil. Ainda não se sabe, porém, quantas doses seriam doadas e quais países seriam beneficiados. 

A discussão foi iniciada porque o imunizante não foi aprovado para uso nos EUA até o momento e ainda não há uma previsão para que isso aconteça. Por conta disso, funcionários de alto escalão do governo e até a própria AstraZeneca consideram a doação. 

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Os Estados Unidos têm 30 milhões de doses do imunizante britânico, todas elas armazenadas em um depósito no estado de Ohio. Enquanto isso, são conduzidos testes de fase 3 em solo americano antes de fazer o pedido de uso emergencial ao Food and Droug Administration (FDA). 

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No entanto, em torno de 70 países já aprovaram o imunizante para uso emergencial ou em caráter definitivo. Entre eles, o Brasil e alguns membros da União Europeia, que têm uma série de doses encalhadas em seus estoques. 

“Outros governos entraram em contato com o governo americano para falar sobre a doação das doses da AstraZeneca”, declarou Gonzalo Viña, porta-voz do Laboratório, ao The New York Times. “Pedimos ao governo americano para que considere esses pedidos”, completou o assessor. 

Metas dos americanos pode travar doações

Joe Biden quer vacinar todos os americanos adultos até maio

Apesar do otimismo do laboratório britânico, o plano de Joe Biden de vacinar todos os americanos maiores de 18 anos até o mês de maio pode barrar as doações, já que cada dose disponível importa para se alcançar essas metas. 

Porém, a AstraZeneca acredita que não haverá prejuízo aos americanos caso as doações sejam feitas e já estuda meio de reporem as vacinas ao estoque de Ohio. “Se essas doações ocorrerem, vamos pedir orientação do governo dos EUA sobre a reposição das doses para uso no país”, declarou Viña. 

Via: O Globo 

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