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A Organização Mundial da Saúde (OMS) autorizou o uso emergencial da vacina da Janssen — o braço farmacêutico da Johnson & Johnson — contra a Covid-19. A liberação aconteceu pouco mais de uma semana depois de o governo brasileiro anunciar a compra de 38 milhões de doses do imunizante. As unidades, no entanto, devem ser entregues apenas no segundo semestre deste ano.

Isso significa que a vacina da Johnson & Johnson já pode ser oferecida pela Covax, a coalizão liderada pela OMS para garantir imunizantes contra a Covid-19 de forma igualitária a todos os países. “À medida que novas vacinas se tornam disponíveis, devemos garantir que sejam parte da solução global e não outra razão para que alguns países e pessoas sejam deixados para trás”, afirma Tedros Adhanom, diretor-geral da OMS.

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No Brasil, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) liberou o uso das vacinas que chegam por meio da Covax. Dessa forma, não há necessidade de um novo registro ou autorização emergencial por parte da agência.

A vacina da Janssen é especialmente interessante, pois requer apenas uma aplicação para proteger contra o novo coronavírus — diferentemente da CoronaVac e da Covishield, que são usadas no Brasil, mas cuja proteção está condicionada a duas doses. Além disso, o imunizante tem armazenamento mais fácil e pode ser mantido em geladeiras comuns.

Recentemente, a Johnson & Johnson fez acordos com farmacêuticas concorrentes para aumentar a capacidade de produção de suas vacinas. A Sanofi Pasteur, por exemplo, diz que pode fabricar cerca de 12 milhões de unidades do imunizante — só faltava ele ser autorizado pela Agência Europeia de Medicamentos (EMA).

Vacina da Johnson & Johnson
Vacina da Janssen foi liberada emergencialmente pela OMS e já pode ser distribuída pela Covax. Créditos: Carlos l Vives/Shtterstock

Eficiência da vacina

Um estudo da Administração de Alimentos e Medicamentos dos EUA (FDA) comprovou que a fórmula da Johnson & Johnson tem 76,7% de eficácia contra casos graves após 14 dias da aplicação e 85,4% depois de 28 dias. Em relação a casos moderados a graves, a eficácia é de 66,9% e 66,1% após 14 e 28 dias, respectivamente.

A pesquisa teve a participação de mais de 40 mil voluntários de oito países, incluindo Brasil, EUA e África do Sul.

Via: Apnews