A Baixada Santista, no litoral do Estado de São Paulo, considera decretar lockdown para conter a disseminação do novo coronavírus na região. Segundo Rogério Santos (PSDB), prefeito de Santos, os nove municípios da área devem anunciar ainda nesta sexta-feira (19) medidas restritivas para reforçar o combate à Covid-19.

A decisão vem logo após Bruno Covas, prefeito da capital paulista, determinar a antecipação de cinco feriados municipais a partir do fim da próxima semana. O receio é de que os paulistanos viajem para o litoral e a situação por lá fique ainda mais crítica. “As cidades são muito próximas e há uma movimentação muito grande entre elas. Sem contar que o maior porto da América Latina traz ainda mais movimentação”, diz Santos.

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Santos reforça que os cidadãos devem evitar sair de suas casas nesse período e, mais ainda, pede que não visitem as cidades do litoral. “Pessoas de outras regiões: não venham para a Baixada Santista!”, insiste o prefeito, que já fechou o acesso às praias da cidade. “A partir de amanhã, Santos fecha o calçadão.”

Apoio para a região

O prefeito de Santos diz que a região precisa de apoio. “O governo do Estado já decretou a suspensão da operação de descida do sistema Anchieta-Imigrantes”, diz. “Pedimos, ainda, barreiras educativas nas estradas de acesso ao litoral: na BR-116, que dá acesso a Peruíbe, na Mogi-Bertioga, que dá acesso a Bertioga, e no sistema Anchieta-Imigrantes.”

Santos destaca que o colapso no sistema de saúde da Baixada Santista está próximo. Segundo ele, os hospitais particulares da região têm ocupação de 95%. Na rede pública, a situação não é diferente: nas últimas semanas, atingiu 80%. Santos tem 75% de ocupação dos leitos de unidade de terapia intensiva (UTI).

Desde o início da pandemia, a cidade já confirmou 37.369 casos e 1.157 mortes por Covid-19. Agora, a disseminação está ainda mais rápida. “A prevalência da variante P.1 na região faz que a velocidade de internação seja maior que a nossa capacidade”, reforça Santos.