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Um grupo de cientistas dos Estados Unidos e da Austrália criaram os primeiros modelos de embriões humanos feitos em laboratório. Para chegar atingir seu objetivo, os pesquisadores usaram células-tronco embrionárias humanas e reprogramação celular de tecidos adultos.

Os resultados da pesquisa foram publicados na revista científica Nature e demonstram como essas células podem ser induzidas a se organizar de forma autônoma em uma placa de Petri e formam estruturas que se assemelham aos estágios iniciais de um embrião humano.

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No início de sua formação, os embriões criam uma estrutura chamada de blastocisto. O que os pesquisadores fizeram foi criar estes blastocistos humanos a partir de células cultivadas em laboratório.

Com isso, eles criaram o “blastóide”, primeiro modelo de embrião com células que interagem com todas as linhas celulares do feto e seus tecidos de suporte. Eles surgiram após 6 ou 8 dias de cultivo e tiveram taxa de eficiência de cerca de 20%.

Os blastóides podem ser uma alternativa mais acessível e facilmente escalável aos blastocistos e podem ajudar a desenvolver tecnologias ainda melhores de reprodução assistida e evoluir a percepção do desenvolvimento inicial dos fetos e prevenir perdas de gravidez e falhas congênitas.

Formação de um embrião

Blastocistos são formados poucos dias após a fecundação. Crédito: RMB/DPA/Picture Aliance

O blastocisto é uma estrutura formada poucos dias após a fecundação que possui uma camada externa denomina como trofoectoderma, que fica em volta da área que abriga a massa celular interna (ICM).

Em um certo estágio do desenvolvimento do blastocisto, ele se divide em dois diferentes grupos de células, os epiblastos e os hipoblastos. Neste momento, ele se implanta no tecido uterino e pode ocorrer a gastrulação, que é quando os epiblastos abrem caminho para o desenvolvimento do feto.

Enquanto isso, o trofoectoderma forma a maior parcela da placenta e o hipoblasto auxilia na criação do saco vitelino, que é responsável por armazenar o vitelo, primordial no fornecimento inicial de sangue para o feto.

Blastocistos x Blastóides

Após observarem o desenvolvimento dos blastóides, os pesquisadores implantaram os embriões em uma estrutura que imitava o útero humano em placas de Petri. Assim como os blastocistos naturais, eles cresceram por quatro ou cinco dias e aderiram à placa.

Alguns, inclusive, mostraram sinais que lembravam uma cavidade pró-amniótica, que é popularmente chamada de bolsa, e células de placenta.

Porém, é importante ressaltar que os blastocistos e os blastóides não são a mesma coisa e ainda possuem muitas diferenças. Uma delas é a ineficiência dos blastóides, dependendo de linhagens de células, produzidas de diferentes doadores.

Além disso, eles possuem populações de células não identificadas, algo que não acontece em blastocistos humanos naturais.

Com informações da Deutsche Welle

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