Um estudo publicado na revista Nature Ecology and Evolution chegou à conclusão que o Brasil possui 10,4% das espécies de animais ainda desconhecidos em todo mundo. Atualmente, há cerca de 1,5 milhão de espécies de seres vivos já catalogadas e, de acordo com a pesquisa, ainda há mais do que cinco vezes essa quantidade para ser descoberta.

O professor Mário Ribeiro de Moura, da UFPB (Universidade Federal da Paraíba), em parceria com seu supervisor de pós-doutorado na Universidade de Yale, nos Estados Unidos, Walter Jetz, criaram um ranking a partir de características das regiões onde foram descobertas 32 mil das 35 mil espécies de vertebrados (anfíbios, répteis, aves e mamíferos) terrestres já catalogadas.

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Mata Atlântica é um dos biomas que mais deve-se encontrar novas espécies.
Imagem: Bronis e Drones/Shutterstock

Neste ranking foram pontuadas 11 características principais, entre elas, os fatores climáticos, como precipitação e temperatura e fatores geográficos, como altitude e densidade populacional. Também foram analisados elementos das espécies em si, como tamanho do animal, abrangência de sua distribuição geográfica, além do número de pesquisadores que já trabalharam com cada grupo.

“Para um cientista andando no meio da selva, características como tamanho e cor do animal aumentam ou diminuem a chance de descoberta, assim como fatores geográficos”, afirmou Moura.

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Com esses dados nas mãos, os pesquisadores montaram um mapa das regiões com espécies de animais ainda desconhecidos. A produção aponta que 60% das futuras descobertas devem acontecer em florestas tropicais, como Amazônia e Mata Atlântica.

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Os pesquisadores relatam, por fim, que depois do Brasil, Indonésia, Madagascar e Colômbia são os países com maior quantidade de espécies não descritas. Juntas, essas nações somam 25% de todas as futuras descobertas de novas espécies.

“Quando as futuras descobertas são analisadas por tipo de animal, temos que 48% das novas descobertas serão de répteis (lagartixas, serpentes e lagartos), 30% de anfíbios (principalmente sapo, perereca, e rãs que ocorrem no chão de florestas), 15% de mamíferos (principalmente roedores e morcegos), e 6% de aves (principalmente aves canoras”, relata o professor da UFPB.

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