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O navio cargueiro Ever Given, que está encalhado no Canal de Suez, no Egito, desde a última terça-feira (23), voltou a flutuar na madrugada desta segunda-feira (29). A embarcação ainda não está desencalhada e o canal segue obstruído, mas isso alimenta a esperança de reabertura em pouco tempo. 

Um vídeo divulgado no Twitter pela Inchcape, um provedor de serviços marítimos, mostrou que o navio girou levemente e abriu um pequeno espaço no canal. Um outro serviço do tipo alterou o status do navio de “encalhado” para “em andamento”.

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O Ever Given, um cargueiro de 400 metros de comprimento e mais de 220 mil toneladas, ficou preso em posição diagonal na parte sul do canal. O incidente interrompeu todo o tráfego do canal, que é a principal ligação entre a Ásia e a Europa.

Há quase uma semana, equipes de dragagens e resgate vêm trabalhando na tentativa de desencalhar a embarcação. Desde o fim de semana, eles receberam a ajuda da empresa holandesa Smit Savage, que foi fundamental para endireitar o navio.

De acordo com a empresa, o Ever Given seguirá sendo endireitado no decorrer desta segunda-feira, quando as marés devem subir e ajudar no processo de resgate. O tráfego será retomado assim que a embarcação for direcionada para a região dos Grandes Lagos, que é uma parte mais ampla do canal.

12% do comércio mundial passa por Suez

No momento, estima-se que 369 navios estejam aguardando o desencalhe do Ever Given, entre eles, diversos porta-containers, petroleiros e navios de transporte de gás. Quanto maior a demora, maior pode ser o prejuízo, que pode incluir desabastecimento e aumento de preços.

Nada menos que 12% do tráfego marítimo mundial passa pelo Canal de Suez para acessar a Europa. Seu travamento representa o bloqueio de cadeias essenciais e pode afetar ainda mais empresas que já sofrem os efeitos da pandemia da Covid-19.

Existem rotas alternativas para se evitar o Canal de Suez, no entanto, o uso delas pode aumentar em até 15 dias o período de uma viagem, o que faz com que algumas empresas optem por esperar em uma fila crescente pela desobstrução do canal.

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Com informações da Reuters e do The New York Times