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Uma pesquisa internacional conduzida por virologistas e epidemiologistas de 28 países concluiu que a eficácia da primeira geração de vacinas contra a Covid-19 deve durar um ano ou menos. Por conta disso, será necessário o desenvolvimento de novas gerações de imunizantes.

De acordo com os especialistas, isso ocorre por conta do ritmo lento de alguns programas de vacinação ao redor do mundo. Isso permite o surgimento e proliferação de variantes que podem ser mais transmissíveis e menos suscetíveis às vacinas.

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A previsão sobre a ineficácia dentro de um ano ou menos é defendida por dois terços dos especialistas ouvidos pela People’s Vaccine Alliance, um consórcio formado pela Oxfam, Anistia Internacional e o programa das Nações Unidas contra a Aids (Unaids).

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Um terço dos especialistas ouvidos são ainda mais pessimistas e acreditam que o prazo possa ser de nove meses ou até menor que isso. Para 88% dos cientistas, a principal razão para isso é a baixa cobertura vacinal em países emergentes e pobres.

Precisamos vacinar mais e mais rápido

vacinação em hospital de são paulo, enfermeiras aplicando vacina em senhoras de idade
Especialistas defendem aceleração de campanhas de vacinação ao redor do mundo.

Para os especialistas, a única forma de conter o avanço das novas variantes é acelerar os programas de vacinação ao redor do mundo com o auxílio de mecanismos internacionais, como o Covax Facility, que espera imunizar 27% da população de países de baixa renda ainda em 2021.

“A menos que vacinemos o mundo, deixamos o campo de jogo aberto a mais e mais mutações”, declarou o professor de epidemiologia da Universidade de Yale, Gregg Gonsalves. “Essas variantes podem produzir variantes que podem escapar de nossas vacinas atuais e exigir doses de reforço para lidar com elas”, completou.

Com informações de O Globo

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