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E o que era apenas uma ideia distante, de ficção científica, de construir um elevador espacial, já não é mais tão impossível assim, pelo menos de acordo com o professor de engenharia mecânica da Universidade de York, George Zhu. Ele diz que o conceito não é tão difícil e que já temos tecnologia suficiente para isso.

“Em termos técnicos, está quase pronto”, afirmou Zhu em entrevista ao The Academic Times. “Ele tem apenas pequenos ajustes de engenharia, e não há nenhuma dificuldade fundamental para fazer isso”.

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O objetivo da construção de um elevador espacial é transportar carga (ou pessoas) da superfície de um planeta para o espaço de forma rápida e segura. Projeções visam a consolidação do projeto apenas em 2050 devido sua complexidade, o que o professor Zhu discorda.

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A ideia básica é chegar ao espaço usando um cabo que está amarrado à Terra em uma extremidade e a um contrapeso, orbitando a Terra, na outra. Mas cientistas argumentam a possibilidade de outra vertente para o projeto, mais simplificada e que já poderia começar a ser implementada nas próximas décadas. Ao invés de ter uma extremidade cimentada no nosso planeta, seria fazer com que ambas as extremidades da corda flutuem inteiramente no espaço, tornando muito mais fácil o transporte de cargas úteis de uma órbita baixa para outra mais elevada.

Publicado no mês passado na revista Acta Astronáutica, o artigo do professor Zhu argumenta que um “elevador espacial parcial” que envia cargas úteis de uma órbita terrestre inferior para uma superior já é mecanicamente viável hoje. Ele acredita que é possível enviar cargas úteis para as partes mais baixas do espaço por meio de foguetes, prendê-las à extremidade inferior da corda e fazer com que elas sejam transportadas para as partes mais distantes da órbita da Terra por meio do elevador. E para mantê-lo estável, o elevador poderia usar duas, em vez de uma, amarras no cabo.

Ilustração do elevador espacial. Imagem: Acta Astronáutica
Ilustração do elevador espacial. Imagem: Acta Astronáutica

“Nossa ideia é que, quando colocarmos duas amarras juntas, uma carga estará subindo e a outra carga descerá então as forças se cancelarão mutuamente”, disse o professor, explicando que isso serve para interromper a força rotacional da Terra, o efeito Coriolis, movendo o cabo para frente e para trás, um fenômeno conhecido por Zhu como “libração”.

Ainda de acordo com o pesquisador, o envio de apenas um foguete às partes mais baixas do espaço resultaria na economia significativa de combustível. Com isso, os foguetes de hoje poderiam enviar até dez vezes mais carga útil por peso para o espaço.

No entanto, o engenheiro admite que uma corda muito grande seria um complicador pois os objetos existentes na órbita da Terra, como lixo espacial e satélites, poderiam atingir o elevador causando destroços.

O projeto existe apenas na teoria e ainda não saiu do papel. Mas apesar dos pesares, a estratégia de controle pode encurtar a jornada necessária significativamente, o que traria uma grande economia de combustível no processo, o que deve ser levado em consideração, já que o grande intuito de agências espaciais é o uso dos elevadores para envio de cargas.

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