Estudo de vacinas para outras doenças é acelerado pela pandemia da Covid-19

As vacinas feitas de “RNA mensageiro”, imunizantes que possuem uma sequência genética de vírus para emular uma resposta imune no corpo contra determinado patógeno, eram escassas no mercado até 2020. Com a pandemia da Covid-19, duas fórmulas com a tecnologia já eram comercializadas no fim do ano passado: a vacina da Pfizer e a da Moderna.

Pandemia da Covid-19 acelera descoberta de vacinas para outras doenças.
Crédito: Shutterstock

Em evento realizado pelo jornal O Globo, Natalia Pasternak, do Instituto Questão de Ciência, afirmou que os estudos de vacinas contra a Covid-19 já impactam no futuro dos imunizantes. Ela também ressaltou que o sucesso da plataforma de RNA mensageiro é um dos principais avanços na área.

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Para o virologista e biofísico pesquisador da UFRJ Rômulo Neris, a novidade cria um cenário favorável para outras doenças. Se antes, para desenvolver uma vacina era mais custoso e demorado, no caso dos imunizantes com RNA mensageiro é possível desenvolver opções mais rápido e com um custo muito menor.

“A manipulação de RNA, por exemplo, para transferir informação de um organismo para outro, já existe há mais de três décadas”, afirmou Neris, também em evento d’O Globo. “No meio científico, isso já garantia uma certa confiança na técnica. Claro que só isso não é suficiente, e a vacina precisou passar por testes de segurança e eficácia, muito bem-sucedidos, como vimos”.

Conheça a segunda geração de vacinas contra a Covid-19

Tudo indica que a vacinação contra Covid-19 vai acontecer de forma regular, assim como a da gripe, já que os imunizantes atuais não garantem uma proteção vitalícia contra a doença. Apesar de o mundo estar longe de completar o primeiro ciclo de vacinação, uma segunda geração de vacinas contra a Covid-19 está surgindo.

Uma pesquisa da People’s Vaccine Alliance, um grupo formado por várias organizações, incluindo a Anistia Internacional e a Oxfam, indica que o mundo vai precisar de uma reimunização dentro de cerca de 1 ano. 66% dos especialistas entrevistados deram esse prazo como provável devido ao número de mutações que a doença sofre.

Para saber mais, acesse o especial produzido pelo Olhar Digital.

Fonte: O Globo

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Esta post foi modificado pela última vez em 6 de abril de 2021 17:45

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Publicado por
Ana Paula Ruiz