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No último sábado (3), dados pessoais de 533 milhões de usuários do Facebook foram publicados em um fórum on-line. Os vazamentos gratuitos atingiram 106 países, incluindo o Brasil. Entre as informações divulgadas, constam números de telefone, nomes completos, localização, data de nascimento, ID na rede social e e-mail. Órgãos reguladores da União Europeia e da Rússia abriram investigação contra a empresa fundada por Mark Zuckerberg, exigindo explicações.

Mark Zuckerberg, CEO do Facebook
Mark Zuckerberg, fundador do Facebook: vazamento de dados de mais de 533 milhões de usuários é alvo de investigações. – Imagem: Frederic Legrand/Shutterstock

Em comunicado divulgado na última terça-feira (6), a Comissão de Proteção de Dados (DPC) da Irlanda lembrou que dados de usuários do Facebook já haviam sido publicados na internet em 2018 e 2019. Na ocasião, a rede social declarou que as informações foram conseguidas entre junho de 2017 a abril de 2018, quando existia uma vulnerabilidade no recurso de busca por telefone. A falha foi posteriormente corrigida.

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Segundo o DPC, o Facebook decidiu não notificar o episódio ocorrido naquela época como violação de informações pessoais, uma vez que a coleta aconteceu antes da implantação do GDPR (Regulamento Geral sobre Proteção de Dados). “O conjunto de dados recém-publicado parece incluir o conjunto de dados original de 2018 e combinar com registros adicionais, que podem ser de um período posterior”, explica o órgão.

O DPC afirma encontrar dificuldades para se comunicar com a empresa. A entidade diz que o Facebook não explicou espontaneamente a situação e que, depois de questionado, alegou que os dados têm diversas fontes além da rede social. A empresa também garantiu que esses dados são antigos, relatados em 2019.

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Na Rússia, o órgão responsável pelo controle, censura e supervisão de mídia é o Roskomnadzor, que também investiga o caso. O regulador solicita informações mais completas sobre como o vazamento compromete os quase 10 milhões de usuários russos atingidos. De acordo com o órgão, o incidente expôs 76,3% da base da rede social no país.

Fontes: Bleeping Computer / DATA PROTECTION COMMISSION

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