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Em 7 de abril de 2001 a Nasa lançou o 2001 Mars Odyssey, um satélite de exploração projetado para detectar a presença de gelo e estudar a geologia de Marte. Desde então ele vem usando seu espectrômetro e câmera térmica para mapear o planeta, obtendo dados que serviram de base para inúmeras descobertas e servindo como estação de retransmissão de dados obtidos por missões posteriores, como os rovers Curiosity e Opportunity.

O Odyssey foi crucial para que os cientistas descobrissem onde há água em Marte. “Antes do Odyssey, não sabíamos onde esta água estava armazenada”, disse Jeffrey Plaut, líder da missão Odyssey e cientista no Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa, na Califórnia. “Detectamos ela pela primeira vez a partir da órbita, e depois confirmamos sua localização usando a Phoenix”, sonda que pousou no planeta em 2008.

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O satélite também foi crucial para a produção de mapas mais precisos de Marte. A câmera THEMIS (Thermal Emission Imaging System, Sistema de Imagem por Emissão Térmica) mede a temperatura da superfície do planeta noite e dia.

Diferentes materiais emitem calor de formas diferentes, o que permitiu aos cientistas determinais locais com arenito, rochas ricas em ferro, sais e outros minerais, descobertas que aprofundaram nosso conhecimento sobre a história marciana.

Estes mapas também auxiliaram na escolha de locais de pouso mais seguros para missões futuras, incluindo o rover Perseverance. E uma vez que um rover está em solo, o Odyssey pode ser usado para retransmitir seus dados para a Terra. Isso porque um satélite em órbita pode carregar antenas e transmissores mais potentes do que um rover em solo, onde tamanho, peso e consumo de energia são pontos críticos.

Pessoas acompanham o lançamento do Mars Odyssey, que decolou a bordo de um foguete Delta II em 7 de abril de 2001
Pessoas acompanham o lançamento do Mars Odyssey, que decolou a bordo de um foguete Delta II em 7 de abril de 2001. Imagem: Nasa

O uso de retransmissores como o Odyssey permitiu que os cientistas recebessem mais dados mais rapidamente, e que o público tivesse mais imagens de Marte para se maravilhar.

O Odyssey suportou mais de 18 mil sessões de retransmissão, e atualmente divide essa responsabilidade com outros satélites como o Mars Reconnaissance Orbiter (MRO) e MAVEN, ambos da Nasa e Trace Gas Orbiter (TGO), da agência espacial europeia (ESA).

Com 19 anos, 5 meses e 14 dias em órbita de Marte, o Mars Odyssey detém o recorde de operação em outro planeta, muito à frente de seu “colega” Mars Express (em operação há 17 anos) e do Pioneer Venus Orbiter (que funcionou por 14 anos). E ainda tem fôlego para mais algum tempo: seu combustível é suficiente para operação pelo menos até 2025.

Fonte: Phys.org