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Para 68% dos líderes brasileiros de empresas de diversos segmentos do mercado, a aplicação em massa da vacina contra a Covid-19 é a chave para possibilitar a retomada da economia, segundo dados de pesquisa realizada pela BR Angels.

Além disso, 78,5% do empresariado compraria a vacina em prol da imunização de seus funcionários, se fosse autorizada a aquisição com essa finalidade.

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Para a grande maioria (76,9%) dos respondentes, os negócios devem reaquecer no caso de uma imunização coletiva, enquanto que 17,6% consideram que o mercado deve estabilizar e outros 5,5% estão pessimistas quanto a qualquer retorno.

Imagem mostra um enfermeiro aplicando uma vacina em um jovem; ao fundo, aparecem outros enfermeiros
A maioria dos líderes de empresas de diferentes setores tem interesse em comprar vacinas para imunizar colaboradores, se fosse possível. Crédito: Shutterstock

“Os empresários estão otimistas com o cenário pós-vacina”, comenta Reynaldo Gama, CEO da HSM e copresidente da SingularityU Brazil, iniciativa de responsabilidade da HSM Educação Corporativa e da Singularity University do Vale do Silício.

Para ele, a vacinação é vista como essencial “para que o funcionamento pleno das companhias e a volta de investimentos se torne uma realidade o mais rápido possível”.

Vale citar também que um levantamento feito pela Organização Mundial da Saúde (OMS) corrobora com essa visão dos líderes brasileiros. Em análise feita em janeiro deste ano, a organização aponta que uma campanha de vacinação em escala global contra a covid-19 poderia evitar perdas de trilhões de dólares para a economia global.

Para o Brasil, as perdas poderiam ser reduzidas para R$ 33 bilhões, ante os R$ 489 bilhões calculados para um cenário global sem o imunizante.

Além da vacina, outros pontos críticos também fizeram parte das respostas de líderes. Para 17,2% a reforma tributária também é uma medida de importante implementação, bem como a reforma administrativa (6,4%).

A pesquisa “Cenário pós-vacina: o que podemos esperar dos negócios?” foi realizada com 320 líderes de empresas de diferentes setores como varejo, serviços, indústria, startups, entre outros.

Encabeçada pela BR Angels Smart Network, a análise também contou coma parceria da HSM e da SingularityU Brazil, bem como do Learning Village, hub de inovação e educação da HSM e da SingularityU Brazil; e com a agência de relações públicas FirstCom Comunicação. Os dados foram coletados em março de 2021.

Investimentos pós-pandemia

Quando questionados sobre os principais investimentos que estariam em voga com a retomada da economia, os respondentes apontaram a Bolsa de Valores (55,29%) como principal meio, seguido por investimento-anjo (47,12%), fundos de venture capital (37,5%) e fundos imobiliários (35,1%).

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Orlando Cintra, CEO do BR Angels, afirma que o grande interesse por investimento-anjo e fundos de venture capital é uma surpresa e também “uma clara demonstração de que os executivos do alto escalão estão cada vez mais preocupados com o desafio de se conectar com a inovação”, observa.

O executivo acredita que a tendência é vermos cada vez mais investimentos com foco em startups e negócios disruptivos, especialmente porque é uma forma de inovar. “Já não cabe atuar com velhos modelos que se tornaram totalmente obsoletos, especialmente depois da pandemia”, completa.

Investimentos
Executivos apontam os principais investimentos que fariam no pós-pandemia. Crédito: Shutterstock

Futuro do trabalho

O futuro do trabalho é um tema que há algum tempo vem sendo discutido. As chamadas soft skills e outras habilidades fora do eixo técnico devem ser cada vez mais demandadas.

Já para as áreas com maior possibilidade de contratação no pós-pandemia, a tecnologia ganha destaque – que, desde então, já está entre as que permanece contratando.

Vendas, comunicação e marketing, além de inovação também devem ser setores com oportunidades, acreditam 53,3% dos respondentes.

Com relação ao modelo de trabalho, um misto entre home office e trabalho presencial deve ser a principal escolha no futuro, segundo 78,8% dos entrevistados. Cerca de 14% considera o trabalho nos moldes antigos, 100% presencial.

Via: Propmark e InfoMoney