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Mesmo com seu enorme poder de compra e recorde de receita no primeiro trimestre deste ano, a Apple não está imune à crise global de abastecimento de chips eletrônicos. O site de notícias Nikkei Asia reportou nesta quinta-feira (8) que o problema vai afetar a produção de alguns modelos de MacBooks e iPads, já que a falta de peças ocasionou atrasos em uma das etapas na produção do portátil. A montagem do iPad foi paralisada devido à falta de telas no mercado.

Como resultado, a companhia de Tim Cook também adiou parte dos seus pedidos de componentes para os dois dispositivos do primeiro para o segundo semestre deste ano. A boa notícia é que a produção dos iPhones não foi afetada, no entanto, a Maçã ressalta que o fornecimento de algumas peças para os aparelhos também está comprometida desde o fim do ano passado. O problema não deve afetar a disponibilidade de produtos no varejo, acrescentou a publicação.

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Dispositivos da Apple geralmente estão entre os cinco mais vendidos do mundo em seus segmentos. Imagem: Dmitrii Pridannikov/Shutterstock

Vale lembrar que a Maçã é classificada como a quarta maior fabricante de laptops, atrás apenas da Lenovo, HP e Dell. A companhia costuma vender mais de 20 milhões de MacBooks e 19 milhões de iPads por ano. Este, por sua vez, é líder absoluto no mercado de tablets, com 32,5% de participação no segmento no ano passado.

Foxconn e Samsung serão afetadas

A Foxconn, parceira da Apple e principal fabricante de eletrônicos do mundo, foi quem alertou sobre o problema, que também vai afetar sua cadeia de suprimentos para outros clientes. David Huang, diretor financeiro da companhia taiwanesa, declarou que apesar dos impactos da pandemia, as fortes vendas de smartphones contribuíram para um desempenho acima do esperado no quarto trimestre do ano passado, período em que a receita da empresa cresceu 15%.

Outras gigantes da tecnologia também estão enfrentando o impacto da falta de microchips. A Samsung, por exemplo, considerada a segunda maior fabricante de smartphones do mundo, foi outra que confirmou que a falta de peças pode, inclusive, adiar o lançamento do seu próximo carro-chefe para 2022, o Galaxy Note 21.

Fonte: Nikkei Asia, Gadgets360