Desde o começo da vacinação contra Covid-19 criou-se uma enorme expectativa para a divulgação da eficácia de cada uma das vacinas. Enquanto imunizantes como o da Pfizer e da Moderna atingiam números acima de 90%, vacinas como a da Sinovac e da AstraZeneca ficavam entre 50 e 70%.

Leia também: 

publicidade

Mas qual a diferença real entre os produtos? Segundo uma análise feita pela Fapesp, não dá para comparar a eficiência das vacinas pois elas não foram estudadas de forma conjunta. “Não dá para dizer que a proteção de uma determinada vacina é melhor que a de outra, pois elas não foram comparadas entre si e os desfechos clínicos avaliados [em cada um dos estudos de fase 3] são diferentes”, disse Ricardo Sobhie Diaz, professor da Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo.

Vacinas contra Covid-19

O que é consenso entre os especialistas é que todas as vacinas ajudam a prevenir casos graves da doença. “Felizmente, todas essas vacinas parecem estar nos protegendo de doenças graves”, disse a Dra. Monica Gandhi, da Universidade da Califórnia, para a Associated Press.

“Entrei no protocolo do Instituto Butantan para avaliar a resposta imune do idoso. Portanto, já tomei a CoronaVac. Mas tomaria qualquer uma das vacinas contra Covid-19. A primeira que aparecer, tomem. Qualquer uma delas protegerá contra a doença, que é o que interessa”, explicou também Eduardo Massad, professor da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo à Agência Fapesp.

Outro elemento que torna difícil a comparação são as variantes. A eficácia divulgada inicialmente por cada farmacêutica pode mudar em novas versões do vírus. Os estudos também mudam já que alguns contam pacientes com sintomas leves e outros apenas moderados e graves.

Mas os números indicam que as vacinas contra Covid-19 não só combatem o vírus como também são seguras. Em locais como Israel, Inglaterra e Escócia o número de internações está reduzindo independente da vacina aplicada.