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A Nasa anunciou neste sábado (10) que o primeiro voo do helicóptero Ingenuity em Marte foi adiado para “não antes” do dia 14 de abril, próxima quarta-feira. Originalmente ele estava programado para este domingo, 11 de abril, com transmissão ao vivo na madrugada do dia 12 para análise dos resultados.

Segundo a agência espacial norte-americana, durante um teste de rotação em alta velocidade das hélices nesta sexta-feira (9), a sequência de comandos que controla o teste terminou mais cedo devido ao disparo de um “Watchdog Timer”.

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Este recurso monitora a execução dos comandos e reseta o sistema caso, devido a alguma condição de erro, um processo não ocorra no momento exato programado. A intenção é impedir que o helicóptero continue a funcionar com uma condição anormal que possa causar danos.

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A interrupção ocorreu quando o computador de bordo estava tentando fazer a transição do modo “pré-voo” para o modo “voo”. O helicóptero está “seguro e saudável” e comunicou sua telemetria completa à Terra.

A equipe de engenheiros da Nasa está analisando a telemetria para identificar e entender o que causou o problema. O teste de voo será agendado depois que esta análise estiver completa.

Nesta sexta-feira a equipe já havia completado um teste de rotação em baixa velocidade das hélices do Ingenuity, a 50 rotações por minuto. O teste seguinte, rotação até a velocidade de voo, mas sem decolagem, foi onde o problema foi detectado.

Ingenuity é uma prova de conceito

Quando acontecer, o voo do Ingenuity será autônomo. Ao receber um comando o helicóptero deve decolar, subir a três metros de altura, pairar por 30 segundos e pousar. Vale lembrar que a aeronave é puramente uma prova de conceito: “O Ingenuity é um teste experimental de engenharia – queremos ver se podemos voar em Marte”, disse MiMi Aung, gerente do projeto no JPL.

A partir do primeiro voo a equipe de engenharia do helicóptero terá 30 dias marcianos (30 sóis) para realizar cinco voos de teste. Será possível realizar um voo por sol, com duração de até 90 segundos a uma altitude de até cinco metros, com as baterias do Ingenuity sendo recarregadas com energia solar entre os voos.

“Não há instrumentos científicos a bordo e nem metas de obtenção de informações científicas. Estamos confiantes que todos os dados de engenharia que desejamos obter na superfície de Marte e no alto podem ser obtidos dentro dessa janela de 30 sóis”, lembra Aung.

Se o Ingenuity funcionar como esperado, futuras missões a Marte poderão incluir helicópteros autônomos como instrumentos de rotina, sendo usados para reconhecimento de terreno ou mesmo como exploradores individuais.

Fonte: Nasa