Especializada em soluções de vendas online e serviços de e-commerce, a olist acaba de levantar R$ 144 milhões com o grupo financeiro Goldman Sachs e a empresa de capital de risco Redpoint eVentures.

A captação adicional integra a rodada de financiamento Série D feita pela startup em novembro do ano passado. Na época, a olist conseguiu arrecadar outros R$ 310 milhões na rodada que foi liderada pelo Softbank.

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Em tese, o montante recém-arrecadado deveria ter entrado junto com o investimento do Softbank — ainda em 2020. No entanto, Tiago Dalvi, fundador do olist, afirmou que o Goldman Sachs foi rigoroso e teve um cuidado extra nos trâmites, o que culminou na conclusão do processo somente agora. O investimento do banco será feito por meio de seu fundo de private equity global.

Parte do capital arrecadado pela olist será usado para expandir seus negócios. Inclusive, Dalvi revela que a startup possui 20 empresas em seu radar para possíveis aquisições. Sem revelar os nomes, o executivo disse que as companhias atuam dentro dos segmentos de ERP, serviços financeiros, pagamentos e antecipação de recebíveis, soluções complementares para e-commerce e ferramentas de inteligência de preços.

Ilustração de dólares
Dinheiro arrecadado será usado para expandir as operações da startup. Foto: ElenaR/Shutterstock

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A outra prioridade será o foco nos investimentos em logística. Logo após arrecadar os R$ 310 milhões na rodada de financiamento anunciada em novembro do ano passado, a olist anunciou a aquisição da startup de logística PAX. A compra foi importante para intensificar as estratégias de logísticas da empresa no Brasil, mas a ideia agora é expandir o negócio para o mercado em geral.

Para isso, parte do recurso adquirido pelo Goldman Sachs e pelo Redpoint eVentures deverá ser destinado para levar o portfólio de produtos da olist — que já opera em alguns países — para diversas nações da América Latina e Europa.

Com todo esse “apetite” e após dobrar de tamanho em 2020, a olist espera multiplicar sua receita por 2,5 vezes este ano. Apesar de ambiciosa, a meta pode estar mais próxima do que parece. Isso porque a startup já chegou ao breakeven (ponto de equilíbrio entre despesas e receita) e acaba de alcançar 200 mil clientes.

Fonte: Brazil Journal