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Pegou mal a notícia de que a Sony fecharia as lojas online do PlayStation 3, PSP e PS Vita. Tão mal, que a empresa voltou atrás. Em um anúncio em seu site oficial, a companhia japonesa garantiu que “após refletirmos, no entanto, ficou claro que tomamos uma decisão equivocada”.

A PlayStation Store continuará operacional para os dispositivos PS3 e PS Vita. A funcionalidade de comércio para o PSP, porém, será descontinuada em 2 de julho. O fechamento da loja online impede os usuários de comprar jogos e conteúdos extras (DLCs) para o aparelho.

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A principal crítica em relação ao encerramento das plataformas é a falta de suporte da Sony para os jogos antigos. Enquanto a Microsoft vem convertendo seu acervo para ser retrocompatível com as novas gerações, os jogadores do PlayStation que não possuem a mídia física dos games não poderiam jogar os jogos.

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De acordo com a empresa, essa relação dos gamers com os títulos não foi considerada inicialmente – somente os custos para “dar suporte comercial para dispositivos mais antigos e nossa capacidade de concentrar mais recursos em dispositivos mais novos”, afirma o comunicado. “Vemos agora que muitos de vocês estão incrivelmente entusiasmados com a possibilidade de continuar a comprar jogos clássicos de PS3 e PS Vita no futuro próximo, então fico feliz por termos encontrado uma solução para continuar as operações”, completa.

Montagem mostra os consoles PS3, PSP e PSVita
O PlayStation 3, PSP e PS Vita já não são mais produzidos, mas suas lojas online ainda estão funcionando, pelo menos até agosto. Imagem: Sony/Divulgação

Dos três aparelhos, o PlayStation 3 (PS3) é o mais bem sucedido: o console chegou em 2006 e, depois de 11 anos no mercado, deixou de ser produzido ao atingir a marca de 87 milhões de unidades vendidas. O PlayStation Portable (PSP) também gozou de popularidade similar: desde seu lançamento, em 2005, o primeiro portátil da Sony vendeu 81 milhões de unidades.

O PlayStation Vita (PS Vita) foi, dos três, o que teve pior desempenho, com algo entre 10 e 15 milhões de unidades vendidas desde seu lançamento em 2011. Apesar de algumas inovações, como um touchpad traseiro para controle diferenciado de alguns jogos, a falta de suporte das publishers complicou a penetração do aparelho no mercado.

Recentemente, porém, ele vem tendo uma alta na popularidade, dada a facilidade de usá-lo como um emulador. Desde o fim de sua produção, em dezembro de 2019, porém, a Sony afirmou que não pretende voltar ao mercado de consoles portáteis – hoje, dominado pelo Nintendo Switch.

“Estou animado por mantermos essa parte da nossa história viva para os jogadores aproveitarem, ao mesmo tempo em que continuamos a criar novos mundos de jogos inovadores para PS4, PS5 e para a nova geração de VR”, afirma o comunicado da Sony.