Os caixas da Whole Foods Market na unidade de Madison Broadway, em Seattle (EUA), deverão presenciar constantes acenos de seus clientes em seu estabelecimento. Isso porque a gigante Amazon vai levar o seu novo dispositivo biométrico Amazon One, que permite o pagamento de compras por meio de leituras da palma da mão, para a unidade.

Isso significa que os consumidores do supermercado não precisarão manusear cédulas ou cartões de crédito para o pagamento das compras. Todo o processo poderá ser feito ao passar a mão sobre o scanner da Amazon, de forma contactless (sem contato, traduzido para o português).

publicidade

Para usufruir do método de pagamento, os clientes da Whole Foods Market deverão inscrever-se em qualquer quiosque ou dispositivo Amazon One nas lojas participantes. O cadastro vai associar o cartão de crédito à biometria da palma da mão do indivíduo e a boa notícia é que a inscrição leva menos de um minuto.

Compras na unidade da Whole Foods Market em Madison Broadway poderão ser feitas por biometria da palma da mão. Foto: Amazon/Divulgação

Caso já tenha realizado o cadastro em outras lojas da Amazon que possuem a tecnologia, o usuário vai precisar reinserir o cartão de crédito no scanner nas unidades da Whole Foods Market elegíveis. E quem vincular o Amazon One ID poderá obter descontos da assinatura Prime ao realizar compras no supermercado.

Inicialmente, o Amazon One será disponibilizado apenas na unidade Whole Foods Market de Madison Broadway. No entanto, a ideia é levar o meio de pagamento para outros sete estabelecimentos da rede de supermercado localizados na região metropolitana de Seattle.

Leia mais:

Ameaça à privacidade

Embora o pagamento por leitura da palma da mão represente um grande avanço tecnológico, há um certo receio devido ao histórico da Amazon com tecnologias biométricas.

Vale lembrar que a gigante de Jeff Bezos foi acusada, em 2018, de vender serviços de reconhecimento facial biométrico para autoridades policiais americanas.

O receio era de que a tecnologia resultaria em um possível abuso por parte dos policiais, que seriam capazes de identificar facilmente protestantes, dissidentes e imigrantes.

Contudo, na divulgação publicada nesta quarta-feira (21), a Amazon reforçou que seu dispositivo é “protegido por vários controles de segurança” e que “as imagens da palma da mão não são armazenadas” no scanner.

Fonte: TechCrunch