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A Nasa anunciou na manhã desta quinta-feira (22) que o helicóptero Ingenuity completou com sucesso seu segundo voo em Marte. Segundo a agência, a aeronave atingiu “novos recordes” em altitude, tempo no ar e movimento lateral.

O segundo voo teve duração de 50 segundos, com a aeronave subindo a 5 metros de altura e inclinando seus rotores em 5 graus para se mover 2 metros para o lado.

No primeiro voo, nesta segunda-feira (19), a aeronave subiu a três metros de altura, pairou no ar por 30 segundos e pousou no mesmo local da decolagem.

A equipe do Ingenuity tem mais duas semanas para realizar outros três voos, e a expectativa é que cada um seja um pouco mais “ambicioso” que o outro.

Vídeo mostrando parte do segundo voo do Ingenuity, feito com a câmera Mastcam-Z no rover Perseverance. Imagem: Nasa/JPL-Caltech

Voos mais altos

O sucesso do primeiro voo do Ingenuity em Marte abre as portas para o uso de aeronaves a rotor em futuras missões, seja para auxiliar no mapeamento de um terreno ou na exploração de locais inacessíveis. E a agência espacial norte-americana (Nasa) já está pensando nas possibilidades.

Uma delas é o uso de aeronaves maiores, carregando instrumentos científicos. “A dinâmica fundamental desses veículos pode chegar a tamanhos muito razoáveis, então estamos pensando em coisas na classe de 25 a 30 kg”, disse Bob Balaram, engenheiro-chefe da Ingenuity no Laboratório de Propulsão a Jato da NASA (JPL) durante uma entrevista coletiva após o primeiro voo.

“O trabalho inicial de design já começou, com o design conceitual e estudo do que seria necessário para implantá-los e operá-los”, acrescentou. Balaram disse que o helicóptero que ele e sua equipe estão imaginando provavelmente carregará cerca de 4,5 kg de equipamento de pesquisa.

Mas a próxima aeronave a voar em outro planeta fará isso em um local muito distante de Marte: a missão Dragonfly enviará um drone de 3 metros de comprimento para estudar a química complexa de Titã, a lua gigante de Saturno, de perto e em detalhes.

O helicóptero deverá ser lançado em 2027 e chegar a Titã em 2036. O Dragonfly fará várias dezenas de voos pelos céus nebulosos da lua, realizando seu trabalho científico em muitos locais diferentes.

Uma vantagem do Dragonfly sobre o Ingenuity é que a atmosfera de Titã é muito mais densa do que a de Marte, então voar lá é muito mais fácil.

Fonte: Nasa