A corretora de criptomoedas Mercado Bitcoin e a plataforma de inovação aberta Distrito anunciaram na segunda-feira (26) o lançamento da Clearbook, plataforma de crowdfunding para investimentos em startups.

Na operação da Clearbook, a Mercado Bitcoin será responsável por atrair capital para as startups na plataforma pelos seus mais de 2,5 milhões de clientes. Já a Distrito usará a sua rede para atrair empresas de base tecnológica e alto potencial de escalabilidade para o serviço.

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Segundo as empresas, o objetivo do novo crowdfunding é financiar o crescimento exponencial de startups de diversos segmentos e oferecer aos investidores negócios que tenham potencial real de retorno financeiro e impacto.

Mercado Bitcoin e Distrito criam plataforma de crowdfunding. Imagem: Andrey_Popov/Shutterstock

No início, os investimentos estarão disponíveis apenas na plataforma da Clearbook, mas a expectativa é de oferecer esse tipo de investimento em outros canais, assim que a regulação permitir — inclusive, na forma de tokens, a serem negociados no Mercado Bitcoin.

“Geralmente o processo de captação ainda é bastante tradicional e acaba restrito àqueles investidores que já têm alguma familiaridade com o setor de fintechs. A robustez da Clearbook, que conta com a capacidade do Mercado Bitcoin em criar soluções que democratizam o acesso a investimentos, somada à relevância do Distrito para originar bons negócios, irá justamente ajudar nessa busca”, explica Reinaldo Rabelo, CEO do Mercado Bitcoin, em comunicado.

Gustavo Araujo, CEO da Distrito, acrescenta que a empresa fará uma curadoria prévia das startups, reunindo-as em grupos de acordo com critérios específicos. “Isso dará ao investidor mais segurança, enquanto os riscos serão diluídos”, pontua.

A plataforma já recebeu a autorização da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para operar e está em fase de ajustes finais para o início de suas atividades. A expectativa é que isso aconteça ainda no primeiro semestre.

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Startups femtechs 

Dentre as startups que estão crescendo substancialmente estão as femtechs – empresas inovadoras que criam produtos para atender às necessidades de saúde da mulher.

O termo foi criado por Ida Tin, dinamarquesa fundadora do Clue, app de rastreamento de períodos de ovulação. A ideia surgiu, de acordo com Tin, quando ela se viu segurando um celular numa mão e um termômetro na outra. A empreendedora desejou fundir os dois para rastrear seus dias de fertilidade, em vez de anotar manualmente.

Em 2019, a indústria femtech gerou mais de US$ 820 milhões (cerca de R$ 4,5 bilhões) em receita global e recebeu US$ 592 milhões (R$ 3,3 bilhões) de investimentos em capital de risco. Os dados são da PitchBook, empresa de pesquisa e dados financeiros. O interesse por este mercado também faz parte da pesquisa. Dados mostram que as mulheres gastam cerca de US$ 500 bilhões (em torno de R$ 2,7 trilhões) por ano em despesas médicas.