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A tecnologia 5G ainda não foi adotada no Brasil. Mas, em audiência pública nesta terça-feira (27), na Câmara dos Deputados, os debatedores defenderam a rapidez na adoção da modalidade no país. Por enquanto, a previsão é de que os leilões das faixas aconteçam ainda este ano, sob supervisão da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).

Entre as principais características do 5G, estão a velocidade maior em transferência de dados, a ‘internet das coisas’ (IoT, na sigla em inglês) e o maior alcance. Essa abrangência maior facilitaria bastante o uso da internet em áreas afastadas. A tecnologia usa as faixas entre 3.625 MHz e 3.700 MHz, que devem ser adquiridas por operadoras de telecomunicações.

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“É um assunto bastante complexo, mas temos totais condições de avaliar tecnicamente qual a tecnologia mais adequada para o Brasil”, avaliou o presidente do Conselho Empresarial Brasil-China, ex-embaixador na China Luiz Augusto de Castro Neves. Para ele, a escolha da tecnologia 5G precisa considerar aspectos econômicos de longo prazo. O tema, porém, foi politizado como sendo “um fator que afetará as relações internacionais e terá impactos na segurança nacional”

Audiência Pública - Tecnologia 5G aplicada - Agronegócio, cidades inteligentes, inovação
Castro Neves afirmou que há condições de avaliar qual a melhor tecnologia para o Brasil. Imagem: Gustavo Sales/Câmara dos Deputados

Já o debatedor Paulo Rogério Foina, presidente da Associação Brasileira das Instituições de Pesquisa Tecnológica e Inovação (Abipti), acredita que é preciso independência em relação aos fornecedores de tecnologia. Os equipamentos para a infraestrutura são fornecidos por Huawei (China), Ericsson (Suécia), Samsung (Coreia do Sul), Nokia (Finlândia) e Fujitsu (Japão).

Foina também ressaltou a necessidade de incentivo à formação de mão de obra e de desenvolvedores locais e às soluções com impacto social. O outro envolvido na discussão, o presidente da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), Igor Nogueira Calvet, acredita que a produtividade será impulsionada, pois o Brasil já está na metade do caminho das novas tecnologias.

“A principal função do 5G não é conectar pessoas, mas conectar coisas, e o potencial é grande”, disse. O vice-diretor da Área de Telecomunicações da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), Aluizio Bretas Byrro, fez coro à afirmação.

E, de fato, o IoT dá conectividade a objetos e abre espaço para comandos inteligentes em diversas tarefas do dia a dia, além de melhorar a mobilidade urbana e condições de segurança pública e privada e agilizar processos.