A Fundação Biblioteca Nacional anunciou nesta segunda-feira (26), em seu perfil no Instagram, que o site da Biblioteca Nacional voltou a funcionar, 15 dias após um ataque hacker que provocou a interrupção total do serviço.

“Serviços importantes, como a Hemeroteca Digital, estarão novamente acessíveis para acesso e consulta. Agradecemos o apoio e a paciência de todos, que demonstraram, com sua preocupação, o alto valor dado à cultura do país”, informou.

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O primeiro ataque de ransomware ocorreu em 11 de abril. A FBN, ligada à Secretaria Especial da Cultura, optou por desligar os servidores para amenizar os potenciais problemas causados e novas invasões.

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Dois dias depois, em 13 de abril, o site foi reativado, e vítima de uma segunda invasão. À época, a instituição afirmou em nota que “poucos documentos foram atingidos” e que, provavelmente, todo o material afetado deveria ser recuperado.

Entretanto, de acordo com a instituição, “por volta de 5% dos dados continuam comprometidos pelo ataque hacker. Os arquivos permanecerão inacessíveis até que seja possível a sua recuperação”

“Esse incidente ressaltou ainda mais o papel fundamental da Biblioteca Nacional na preservação de parte da memória nacional e mundial, alertando a todos a relevância e urgência de cuidados com segurança e preservação digitais”, disse a FBN.

O que é Ransomware

Ransomware é uma modalidade de ataque em que um malfeitor “sequestra” as informações em um servidor, geralmente criptografando todos os arquivos, e exige o pagamento de um resgate para restaurá-los a seu estado original.

É um crime que exige pouco esforço, já que em muitos casos pode ser realizado por scripts explorando vulnerabilidades conhecidas, e que dependendo da vítima e dos dados sequestrados pode ser altamente rentável.

Recentemente a Quanta, fornecedora da Apple, foi vítima de um ataque que chamou a atenção da imprensa mundial. A gangue russa REvil, especializada neste crime, roubou o que afirmam ser “esquemáticos confidenciais” de aparelhos produzidos pela empresa, além de “gigabytes de dados pessoais”.

O valor do resgate exigido é de US$ 50 milhões (R$ 271,6 milhões) se pago até esta terça-feira (27), ou US$ 100 milhões (R$ 543,2 milhões) entre esta data e primeiro de maio. A Quanta se recusa a se comunicar ou negociar com os criminosos, que agora tentam extorquir a própria Apple.

Fonte: Instagram / Biblioteca Nacional