A Fundação Biblioteca Nacional anunciou que o site da Biblioteca Nacional voltou a funcionar, 15 dias após um ataque hacker que provocou a interrupção total do serviço.

Serviços importantes, como a Hemeroteca Digital, estão novamente acessíveis para acesso e consulta.

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O site foi alvo de hackers duas vezes: o primeiro ataque de ransomware ocorreu em 11 de abril. A Fundação optou por desligar os servidores para amenizar os potenciais problemas causados e novas invasões.

Dois dias depois, em 13 de abril, o site foi reativado, e vítima de uma segunda invasão. À época, a instituição afirmou em nota que poucos documentos foram atingidos e que, provavelmente, todo o material afetado deveria ser recuperado.

Mas também admitiu que por volta de 5% dos dados continuam comprometidos pelo ataque hacker. Os arquivos vão permanecer inacessíveis até que seja possível a recuperação.

Ransomware é uma modalidade de ataque em que um malfeitor “sequestra” as informações em um servidor, geralmente criptografando todos os arquivos, e exige o pagamento de um resgate para fazer a restauração no estado original.

Recentemente a Quanta, fornecedora da Apple, foi vítima de um ataque que chamou a atenção da imprensa mundial. A gangue russa REvil, especializada nesse crime, roubou o que afirmam ser “esquemáticos confidenciais” de aparelhos produzidos pela empresa, além de “gigabytes de dados pessoais”.

O valor do resgate exigido é de 50 milhões de dólares, se pago até esta terça-feira, ou 100 milhões até primeiro de maio. A Quanta se recusa a se comunicar ou negociar com os criminosos, que agora tentam extorquir a própria Apple.

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