A agência espacial chinesa (CNSA) anunciou que o rover que tentará pousar em Marte em meados de maio será chamado de Zhurong, um deus do fogo. O nome foi um dos 10 mais populares em uma votação realizada pela internet e é uma escolha apropriada, já que em chinês Marte é conhecido como Huoxing, literalmente “estrela de fogo”.

A CNSA iniciou a campanha para batizar o rover em julho passado. “Mais de 1,4 milhões de sugestões foram recebidas de 38 países e territórios. A participação ativa dos internautas mostra o carinho que eles têm por nossa missão a Marte”, disse Yuan Foyu, diretor da campanha, em declaração à rede estatal de TV CCTV.

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Um modelo do Zhurong em exibição na Terra. Imagem: CNSA

Deste total, 200 mil nomes foram considerados, e estes foram reduzidos a uma lista com 10 sugestões, todas relacionadas a figuras mitológicas chinesas, conceitos do confucionismo ou animais mitológicos. Além de Zhurong, os outros candidatos e seu significado eram:

  • Hongyi: persistência
  • Qilin: criatura mitológica com cascos, cabeça de dragão e chifre que lembra um unicórnio
  • Chitu: coelho vermelho
  • Qiusuo: “explorar”, em referência a um poema antigo
  • Zhuimeng: “perseguir um sonho”
  • Nezha: um herói mitológico
  • Fenghuolun: uma das armas de Nezha
  • Tianxing: movimento dos corpos celestes
  • Xinghuo: faísca

Zhurong é parte da missão Tianwen-1, que foi lançada em 23 de julho passado e chegou a Marte em 10 de fevereiro. Desde então, vem ajustando sua órbita e fotografando o local de pouso de Zhurong, na “Planície Utopia”, em alta resolução. O local exato e data do pouso são mantidos em segredo.

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Atualmente há dois rovers em operação na superfície de Marte, o Curiosity (que pousou em 2012) e o Perseverance (que chegou em 18 de fevereiro deste ano). Além deles, também há o helicóptero Ingenuity e o lander InSight, que não se move e faz análises sísmicas do planeta desde 2018. Todos são norte-americanos.

Se a China conseguir pousar Zhurong em Marte, será o terceiro país a conseguir este feito. O primeiro foi a União Soviética em dezembro de 1971 com o Mars 3, que falhou menos de dois minutos após confirmar seu pouso e não transmitiu imagens. O segundo foram os EUA com a Viking 1, em 20 de julho de 1976.

Fonte: Space.com