Um estudo publicado na NMR in Biomedicine descreve uma nova ferramenta criada por cientistas para estudarem de forma mais profunda a saúde do cérebro de bebês e crianças. O programa analisa a concentração de vários marcadores químicos, chamados metabólitos, no cérebro.

O líder do estudo, Ryan Larsen, explica que o novo modelo é uma forma mais confiável de avaliar os metabólitos. A equipe da Universidade de Illinois Urbana-Champaign compilou dados de 140 bebês para determinar o intervalo maior desses marcadores.

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Segundo a Dra. Ellen Grant, coautora do estudo, níveis altos ou baixos de metabólitos podem ser o primeiro sinal de problemas com a função ou o desenvolvimento do cérebro. Os cientistas acreditam que analisando os metabólitos de forma mais eficiente, podem detectar eventuais problemas no cérebro de crianças e bebês logo no início, proporcionando formas de tratamento mais eficientes.

Cientistas criam ferramenta para analisar informações do cérebro de crianças e bebês
Ryan Larsen Imagem: Divulgação

Como funciona o novo modelo?

Tradicionalmente, os níveis de metabólitos são medidos por meio de ressonância magnética, mas não com uso de imagens visuais, mas sim pela análise de moléculas específicas no órgão, usando a quantidade de água dentro e fora dos tecidos cerebrais como referência. Isso leva tempo e requer uma análise longa e nem sempre é possível padronizar as medidas.

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Os cientistas então usaram uma ressonância magnética de prótons para escanear o cérebro de 140 bebês com aproximadamente um mês de idade. Além de fazerem a análise tradicional, eles compilaram dados de vários metabólitos importantes nos cálculos. Isso permitiu uma ferramenta que consegue padronizar o estudo.

“O que quase todo mundo faz é olhar para uma proporção simples entre o metabólito 1 e o metabólito 2”, explica Larsen. “Mas se essa proporção for baixa, isso significa que o metabólito 1 é baixo ou que o metabólito 2 é alto? Isso se torna um problema de interpretação.”

Basicamente, após detectar a quantidade de metabólitos no cérebro de um bebê ou de uma criança, a ferramenta consegue fazer uma comparação mais eficiente, usando como padrão dados de outros usuários, para detectar problemas de forma mais rápida. O acesso ao programa é aberto e pode ser usado por qualquer médico.

Via Science Codex