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Uma “bolha de matéria escura” pode estar mais próxima de nós do que imaginávamos

Uma “bolha” de matéria escura pode estar se escondendo debaixo dos nossos narizes, segundo informações publicadas pelo LiveScience. Segundo astrônomos das Universidades do Arizona e de Harvard, há suspeita de que a matéria esteja arrastando uma série de estrelas na Grande Nuvem de Magalhães, uma galáxia-anã bem próxima da nossa Via Láctea.

A matéria escura, como você já viu aqui, é o que os especialistas entendem como aquilo do que é feito a maior parte do universo. Altamente elusiva e praticamente impossível de ser observada, a matéria escura tem sido objeto de buscas por incríveis distâncias do espaço pelos maiores especialistas da física e astronomia. Entretanto, nada fundamentalmente concreto foi encontrado até hoje.

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A cerca de 200 mil anos-luz da Terra, a Grande Nuvem de Magalhães é uma galáxia-anã próxima da Via Láctea, e seu movimento pode indicar a presença da matéria escura em nossa proximidade. Imagem: NASA/Divulgação

Os estudiosos, porém, teorizaram em estudo que o ritmo regular de um conjunto de estrelas presente na Grande Nuvem de Magalhães, na verdade, vem da possibilidade de ele estar sendo arrastado por uma “bolha” de matéria escura.

“Nós achamos que esse movimento é composto pela matéria escura, e ela vem arrastando as estrelas com ela, por isso pudemos detectá-lo”, disse Nicolás Garavito-Camargo, um pesquisador da universidade do Arizona que co-assina o estudo.

“Pense que o movimento de um barco será diferente se esse barco estiver navegando sobre a água ou sobre mel”, disse o outro autor, Charlie Conroy, da Universidade de Harvard. “Neste caso, as propriedades do movimento são determinadas por qual teoria da matéria escura nós aplicamos”.

Quando o assunto é “matéria escura”, os cientistas estão no mesmo entendimento que a maioria das pessoas. Ninguém de fato conseguiu comprová-la, mas sua presença tem sido observada em uma série de ações e movimentos de outros corpos celestes. O consenso é o de que ela compõe algo próximo de 85% do universo, estabilizando e “prendendo” objetos de vários tamanhos em suas posições e ciclos fixos.

Caso o estudo das duas universidades seja comprovado, a comunidade da astrofísica deve tirar dele um enorme benefício, uma vez que, pela aplicação de uma teoria mais firme da matéria escura, será possível abrir o caminho para novas e mais aprofundadas observações e, quem sabe, uma compreensão melhor sobre ela.

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Esta post foi modificado pela última vez em 5 de maio de 2021 17:15

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Publicado por
Rafael Arbulu