Uma das coisas mais legais a respeito de Ethan Winters, protagonista de ‘Resident Evil 7 Biohazard’ é que ele é uma pessoa absolutamente normal, jogada em meio à um pesadelo. E como se passar pelo inferno uma vez não fosse o suficiente, Winters está de volta – pior do que nunca – em ‘Resident Evil Village’, o oitavo jogo principal da icônica franquia que completa 25 anos este ano.

Assim como seu antecessor, o game é um “survival horror”, unindo elementos de terror à tensão de estar sempre no limite dos seus recursos, enquanto hordas de inimigos estão constantemente te ameaçando. Somado a isso, os clássicos quebra-cabeças que estão presentes na franquia (em maior ou menor grau) desde 1996.

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Anos depois dos eventos do jogo anterior, Ethan Winters, Mia e Rose, a filha do casal, vivem com certa tranquilidade – ainda assombrados pelos fantasmas do passado. O prólogo do jogo se passa nesse universo, na última noite de calma da família antes da volta de Chris Redfield, herói da série ‘Resident Evil’ mas que agora parece motivado por questões mais sombrias. Para salvar sua filha, Ethan agora deve explorar um vilarejo misterioso e seus quatro sinistros guardiões.

A mais relevante deles, e a “cara do game” em quase todo material de divulgação, é a senhora do Castelo Dimitrescu, Alcina – uma vampira de três metros de altura. Ao lado das suas filhas Bela, Cassandra e Daniela, a Lady Dimitrescu é a principal fonte dos horrores de Ethan. Completam o quarteto o manipulador de metais Karl Heisenberg, o homem-peixe Salvatore Moreau e a misteriosa Donna Beneviento, sempre acompanhada da boneca Angie.

A imponente Lady Dimitrescu, de 'Resident Evil Village'. Imagem: Capcom/Divulgação
A imponente Lady Dimitrescu, de ‘Resident Evil Village’. Imagem: Capcom/Divulgação

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Todos eles – e a população do vilarejo – prestam reverência a uma outra figura, mais sinistra ainda. A Mãe Miranda protegeu a região por anos, mas a proximidade com um certo ritual fez com que a entidade abandonasse os moradores nas mãos das terríveis criaturas comandadas por seus “filhos”.

Jogabilidade

Os veteranos de ‘Resident Evil 7 Biohazard’ vão notar poucas mudanças no gameplay. Continua a visão em primeira pessoa, que combinada com a iluminação e o design dos cenários, deixa o jogador completamente desorientado em alguns dos momentos mais tensos do jogo. Para sobreviver, Ethan conta com uma diversidade de armas – que quase sempre estarão sem munição. Por isso, dominar a técnica de bloqueio pode ser um diferencial, já que uma defesa bem-feita pode dar a Ethan a oportunidade de chutar os inimigos para longe e criar distância.

Falando em ficar sem recursos, o sistema de gerenciamento de inventário foi reformulado em ‘Resident Evil Village’. Tomando emprestado os princípios de ‘Resident Evil 4’ (lançado em 2006 e, para muitos, o melhor da série), o jogador conta com um espaço muito limitado para seus itens. Organização estratégica e planejamento farão a diferença na quantidade de coisas que você pode levar consigo. Felizmente, itens-chave para os puzzles e materiais de construção são armazenados separadamente.

A confecção de munição e itens de cura não é a única fonte recursos no jogo. O Duque pode aparecer nos lugares mais inusitados para comprar e vender consumíveis, armas, munições e receitas para criar vários componentes do jogo. A matéria-prima pode ser encontrada em todos os lugares (não deixe caixas e vasos passarem despercebidos), bem como o dinheiro que será usado na lojinha.

O Duque também fornece upgrades para as armas e cozinha pratos que dão melhoras permanentes para Ethan, a partir da carne dos animais selvagens que você caça durante o jogo.

Resident Evil Village
O Duque é sempre uma visão que traz paz para o coração. Imagem: Capcom/Divulgação

Volta às raízes

E não foi só o inventário que ‘Village’ trouxe de ‘Resident Evil 4’. O clima geral dos dois jogos é muito parecido. Toda dinâmica da vila e a seita por trás da Mãe Miranda lembram muito o jogo de 2006. O cenário é quase um mundo aberto, garantido que você passará muitas horas revisitando os mesmos locais em busca de novas pistas.

Mas incrível mesmo é o Castelo Dimitrescu, um ambiente tão ricamente desenhado que traz um sentimento de nostalgia pela mansão do primeiro ‘Resident Evil’ (como ela parecia na nossa imaginação, e não nos gráficos do PSOne, que fique claro).

‘Resident Evil Village’ já está disponível, com dublagem em português brasileiro, para PC, PlayStation 4, Xbox One, PlayStation 5 e Xbox Series X|S (inclusive com upgrade gratuito para nova geração). A cópia jogada para esse review foi do PS4, gentilmente cedida pela Capcom.

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