Ao longo de 2020, vários estudos concluíram que algumas condições pré-existentes, como câncer, diabetes e pressão alta, podem aumentar o risco de uma pessoa morrer por conta da Covid-19. Com isso, uma nova pesquisa aponta que os indivíduos que vivem com o vírus da HIV e AIDS, ou seja, cerca de 38 milhões em todo o mundo, de acordo com a Organização Mundial da Saúde, possuem o risco maior de infecção pelo coronavírus.

Os pesquisadores da Penn State College of Medicine descobriram em um novo estudo que as pessoas que vivem com HIV tem um risco 24% maior de infecção pelo vírus e um risco 78% maior de morte por covid do que pessoas sem a doença. Os cientistas avaliaram dados de 22 estudos anteriores que incluíram quase 21 milhões de participantes na América do Norte, África, Europa e Ásia para determinar até que ponto essas pessoas são suscetíveis.

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Ao todo, 66% dos participantes era do sexo masculino com idade média de 56 anos. As comorbidades mais comuns foram hipertensão, diabetes, doença pulmonar obstrutiva crônica e doença renal crônica. Com isso, 96% a dos pacientes que vivem com HIV / AIDS estavam em terapia antirretroviral (TARV), para suprimir a quantidade detectada no corpo.

“Estudos anteriores não foram conclusivos sobre se o HIV é ou não um fator de risco para a suscetibilidade à infecção por SARS-CoV-2 e resultados ruins em populações com COVID-19”, informou o Dr. Paddy Ssentongo, pesquisador principal e professor assistente do Penn State Center para Engenharia Neural. 

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Portanto, os efeitos benéficos dos medicamentos antivirais na redução do risco de infecção e morte por Covid-19 em pessoas que vivem com HIV / AIDS permanecem ainda inconclusivos.

“À medida que a pandemia evoluiu, obtivemos informações suficientes para caracterizar a epidemiologia da coinfecção HIV / SARS-CoV-2, o que não pôde ser feito no início da pandemia devido à escassez de dados”, informou Vernon Chinchilli, colega pesquisadora e catedrática do Departamento de Ciências da Saúde Pública.

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Fonte: Medical Xpress

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