Pro

Banco Central abre consulta pública sobre PIX Saque e PIX Troco

11/05/21 13h07
Logo do PIX exibido em smartphone

Crédito: rafapress/Shutterstock

Sucesso entre os brasileiros, o PIX está prestes a receber duas novidades: o PIX Saque e o PIX Troco. Programadas para serem ofertadas ao público no segundo semestre deste ano, as propostas foram colocadas na Consulta Pública 87/2021 pelo Banco Central na última segunda-feira (10).

O PIX Saque será a transação exclusiva para a retirada de recursos em espécie. A novidade deverá integrar estabelecimentos comerciais, instituições especializadas no serviço de saque ou mesmo instituições financeiras. Isso significa que o usuário do PIX poderá sacar dinheiro em uma padaria, estacionamento ou em um caixa eletrônico.

Para isso, o usuário vai fazer a leitura de um QR Code ou usar a função PIX Copia e Cola para fazer uma operação para um estabelecimento elegível. Com isso, ele vai conseguir receber o dinheiro em espécie de forma prática e rápida.

Novidades estão programadas para entrarem em operação no segundo semestre deste ano. Foto: Brenda Rocha – Blossom/Shutterstock

Já o PIX Troco, que poderá ser oferecido por empresas e estabelecimentos comerciais, será atrelado a uma compra ou prestação de serviços. O cliente poderá fazer uma transação com um valor maior do que a compra e receber o troco em dinheiro.

Esta poderá ser uma ótima alternativa para quem costuma andar sem nenhuma cédula na carteira e está longe de um banco. O cliente conseguirá fazer um PIX de R$ 100 para pagar um produto de R$ 50, por exemplo, e receber o troco em espécie.

Apesar de ambos os recursos serem uma extensão do PIX, o Banco Central reforça que trata-se de dois produtos distintos. Ou seja, um estabelecimento poderá dispor do PIX Troco, mas não oferecer o PIX Saque e vice-versa.

Leia mais:

Benefícios

Segundo Carlos Eduardo Brandt, chefe adjunto da Diretoria de Controle de Efetivos e Movimentações (DCEM), os novos produtos deverão aproveitar a reutilização do dinheiro no varejo, bem como explorar a rede dos estabelecimentos elegíveis.

“A possibilidade de contar com estabelecimentos comerciais para ofertar o serviço de saque tem o potencial de reduzir o custo logístico e operacional com a distribuição de numerário, racionalizando a movimentação de meio circulante, que é bastante custosa para o BC e para a sociedade, além de gerar novas possibilidades e promover maior segurança e agregar valor para os varejistas”, apontou Brandt.

Além disso, os serviços serão essenciais em regiões que não contam com caixas eletrônicos ou agências bancárias em suas proximidades e deverão promover maior competição no Sistema Financeiro Nacional.

Novos produtos vão ampliar os recursos do meio de pagamento criado pelo Banco Central. Foto: Alexandre Tavares Silva/Shutterstock

Vale mencionar que as propostas colocadas em Consulta Pública limitam a quatro saques gratuitos por mês (seja do PIX Troco ou do PIX Saque) para os seus usuários. A partir da quinta transação, as instituições e estabelecimentos poderão cobrar uma tarifa pelas operações.

Não haverá limite na quantidade de saques que o usuário poderá fazer. No entanto, os estabelecimentos poderão estipular um valor máximo para cada saque — a princípio, o valor máximo sugerido pelo BC foi de R$ 500.

Por ora, essas são as regras descritas na Consulta Pública, que ficará aberta até o dia 9 de junho. Qualquer interessado no assunto poderá participar e registrar novas sugestões. O BC reforça que tanto o PIX Saque quanto o PIX Troco vão entrar em operação no segundo semestre de 2021 e qualquer instituição participante do PIX poderá utilizar os serviços.

Já assistiu aos nossos novos vídeos no YouTube? Inscreva-se no nosso canal!

Deixe sua opinião
Sugeridos pra você
Tags