A advogada Tatiane Spitzner foi morta em julho 2018, buscas no Google feitas por ela ajudaram na condenação de Luís Felipe Manvailer, único suspeito do crime e marido da vítima, que foi julgado na última segunda-feira (10). “Terror psicológico marido” e “agressão verbal marido” foram algumas das procuras que a mulher fez na internet em dezembro de 2017, sete meses antes de ser encontrada morta em Guarapuava, no Paraná.

Buscas no Google caso Tatiane Spitzner

Na sentença, o juiz afirma que, mesmo que Manvailer não tivesse agredido a vítima antes do dia do assassinato, a situação de violência psicológica presente no apartamento do casal pode ser constatado pelos relatos da vítima de cerca de um ano antes. O biólogo ainda pode recorrer do veredito.

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Além das buscas no Google, uma amiga dos dois afirmou que já presenciou momentos em que o homem ofendeu Tatiane e mandou ela ficar quieta. O magistrado concluiu que “a vítima, há muito tempo, vinha sofrendo com as atitudes agressivas e de menosprezo do condenado, que a deixaram emocionalmente abalada a ponto de manter um relacionamento abusivo”.

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O júri popular do biólogo estava marcado inicialmente para os dias 3 e 4 de dezembro do ano passado. No entanto, o julgamento foi adiado para o dia 25 de janeiro, depois que um advogado de defesa foi diagnosticado com Covid-19. Ainda ocorreu uma segunda remarcação do júri após um pedido da defesa do réu por incompatibilidade de datas.

Ainda se tratando das procuras no Google, o júri concluiu que Tatiane estava “guardando para si, diariamente, todas as agruras de atitudes grosseiras, agressivas e de indiferença da pessoa pela qual nutria sentimento amoroso”.

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