Durante a batalha judicial contra a Epic Games em um tribunal da Califórnia, a Apple divulgou, na última terça-feira (11), que a App Store impediu cerca de US$ 1,5 bilhão em transações potencialmente fraudulentas no ano passado. Além disso, a loja de apps da maçã barrou quase um milhão de aplicativos de risco ou vulneráveis.

Ainda de acordo com as estatísticas da Apple, 470 mil contas fraudulentas de desenvolvedores foram expulsas da App Store e 205 mil contas desse tipo foram impedidas de serem criadas. Isso sem contar quase um milhão de atualizações rejeitadas pela empresa de Tim Cook.

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“São necessários recursos significativos nos bastidores para garantir que esses malfeitores não possam explorar as informações mais confidenciais dos usuários, desde o local até os detalhes de pagamento”, disse a Apple em um comunicado.

A divulgação dos números antifraude é a mais recente de uma série de dados da gigante de tecnologia no processo judicial contra a desenvolvedora de games e tem um objetivo claro de justificar a exclusão do game “Fortnite” de sua loja de aplicativos.

Logo da Apple ao lado do logo da Epic Games
Epic Games contesta exclusão do “Fortnite” da App Store e critica taxa cobrada pela empresa de Tim Cook. Foto: Camilo Concha/Shutterstock

Entenda a batalha judicial

Em agosto de 2020, a Apple excluiu o principal jogo da Epic Games após concluir que a desenvolvedora quebrou as regras da App Store ao implementar um processo de pagamento alternativo dentro do game.

Como a loja de apps da Apple cobra uma taxa de 30% das transações feitas em sua plataforma, a Epic Games tentou “driblar” a comissão e criou um sistema de pagamento próprio no “Fortnite”. Naturalmente, a Apple não concordou com a medida e removeu o jogo de sua loja de aplicativos. E foi aí que a batalha, efetivamente, começou.

“Os 30% que eles cobram como taxa de aplicativos podem torná-los 50%, 90% ou 100%. Eles acham que têm todo o direito de fazer isso”, afirmou na época, Tim Sweeney, fundador e presidente-executivo da Epic Games.

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Em sua defesa, a Apple afirmou no tribunal que o processamento de pagamentos e as regras rígidas da App Store ajudam a manter os dispositivos da maçã livres de fraudes e ataques hackers — o que explicaria a exclusão do game.

Inclusive, a gigante complementa que impediu que 3 milhões de cartões de crédito roubados fossem usados para compras em sua loja. Sua política antifraude também foi capaz de desativar 244 milhões de contas de clientes e bloquear a criação de 424 milhões de contas por “exibirem padrões consistentes de atividades fraudulentas e abusivas”.

A Epic Games pretende levar números ao tribunal para comprovar como as altas taxas cobradas pela Apple fortalecem o monopólio da App Store. A Apple, no entanto, disse que a companhia não informa vendas de unidades de negócios individuais.

Ao que parece, a batalha judicial está longe de acabar.

Fonte: CNET