A Base Vandenberg da Força Aérea dos EUA, localizada na Califórnia, será rebatizada em uma cerimônia nesta sexta-feira. O complexo agora será conhecido como Vandenberg Space Force Base (Base da Força Espacial Vandenberg), refletindo sua transição para a jurisdição da Força Espacial dos EUA, criada pelo ex-presidente Donald Trump em 2019.

A Força Espacial é o sexto ramo das Forças Armadas dos EUA (junto com Exército, Marinha, Força Aérea, Guarda Costeira e Fuzileiros Navais), e foi criada a partir de pessoal e instalações do antigo Comando Espacial da Força Aérea dos EUA, fundado em 1982.

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Apesar do novo nome, não haverá alteração no tipo de missões que são conduzidas na base, entre elas testes de mísseis e o lançamento de veículos espaciais para defesa, pesquisa ou fins civis em órbitas polares, ou seja, que passam sobre os polos do planeta.

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A 30ª Ala Espacial, unidade sediada na base, também será renomeada: a partir de agora ela será chamada de “Space Launch Delta 30”. Ela é responsável por todas as operações de lançamento na Costa Oeste dos EUA, incluindo missões da Força Espacial, Departamento de Defesa, Nasa e organizações privadas, como a SpaceX.

Ainda assim, a mudança carrega significado: “redesignar as instalações da Força Aérea como instalações da Força Espacial é fundamental para estabelecer uma cultura e identidade distintas para a Força Espacial”, disse um comunicado da base.

Atlas 5 da United Launch Alliance (ULA) na Base Aérea de Vandenberg, Califórnia, prestes a lançar a sonda Insight rumo à Marte em maio de 2018.
Atlas 5 da United Launch Alliance (ULA) na Base Aérea de Vandenberg, Califórnia, prestes a lançar a sonda Insight rumo à Marte em maio de 2018. Imagem: Bill Morson / Shutterstock

Amazon vs SpaceX

A Base da Força Espacial Vandenberg será palco de uma batalha entre a rede de banda larga Starlink, da SpaceX, e o “Projeto Kuiper”, rival sendo desenvolvido pela Amazon. A empresa de Jeff Bezos recentemente fechou contrato com a United Launch Alliance (ULA) para nove lançamentos de satélites a bordo de foguetes Atlas V, partindo de Vandenberg.

A Amazon espera que sua “constelação” tenha 3.236 satélites, para levar a internet a locais rurais e partes do globo que têm pouca ou nenhuma conectividade. Ela também servirá para reforçar a infraestrutura do serviço de computação em nuvem da empresa, o Amazon Web Services (AWS), facilitando a interconexão dos vários data centers. 

Não há data para os voos da ULA para a Amazon, mas a licença da Federal Communications Commission (FCC), agência do governo dos EUA que controla a indústria de telecomunicações no país, exige que a empresa coloque em operação pelo menos metade de sua rede, cerca de 1.618 satélites, até julho de 2026.