A venda de seus ativos da WarnerMedia para o Discovery — em uma fusão que culminará na criação de uma nova streaming de conteúdos — vai fazer bem para a AT&T. Isso porque a gigante de telecomunicações deverá eliminar uma grande “dor de cabeça”, o que permitirá a retomada de investimentos na tecnologia 5G.

Em 2019, a americana AT&T venceu a disputa com o Departamento de Justiça dos Estados Unidos para concluir a compra da Time Warner por US$ 85 bilhões. A ideia era criar uma gigante que dominasse os conteúdos e canais de entretenimento. Não vingou, especialmente com a forte concorrência no setor de gigantes como Netflix, Amazon Prime Video e, mais recentemente, Disney+.

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O erro desastroso fez com que a companhia mergulhasse em dívidas em um momento em que deveria injetar capital em seu serviço de streaming HBO Max e acompanhar o desenvolvimento de serviços 5G de suas concorrentes T-Mobile e Verizon Wireless.

Para piorar, a recente aquisição da Sprint pela T-Mobile fez a rival ultrapassar a AT&T e assumir o posto de segunda maior empresa de serviços wireless nos Estados Unidos — atrás apenas da Verizon.

A boa notícia é que a venda da WarnerMedia ao Discovery, que renderá cerca de US$ 43 bilhões à gigante de telecomunicações, alterou a postura e o foco da AT&T. O objetivo agora parece estar bem definido: concentrar-se em wireless e banda larga novamente.

Ilustração de conectividade wireless
Gigante de telecomunicações vai retomar o foco em serviços wireless. Foto: Vasin Lee/Shutterstock

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Foco nos serviços de internet

Na última segunda-feira (17), mesmo dia em que foi anunciada a venda da WarnerMedia ao Discovery, John Stankey, CEO da AT&T, afirmou em uma teleconferência com investidores que planeja “continuar o impulso em nosso negócio de mobilidade, aumentando nosso investimento em nossa rede sem fio”.

A companhia pretende dobrar a cobertura de rede com o espectro de banda média recém-adquirido no leilão da banda C: ao invés de 100 milhões de pontos de presença, a AT&T cobrirá 200 milhões desses pontos de conexão até o fim de 2023.

Além disso, a manutenção dos investimentos em suas implantações de banda larga fixa deverá fazer com que a companhia atinja 30 milhões de localizações até o fim de 2025.

“A AT&T terá flexibilidade para investir e atender à crescente demanda de longo prazo por conectividade e ser o provedor líder e mais bem capitalizado de conectividade de banda larga do país por meio de 5G e fibra”, afirmou o executivo.

Apesar dos erros do passado, a retomada do foco em investimentos de serviços wireless torna-se importante, ainda mais com a disputa das empresas do setor para implantar a tecnologia 5G para uma faixa mais ampla de americanos. Mas só o tempo será capaz de provar se a medida foi ou não tardia.

Fonte: CNET

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