Já pensou em ter um dedo a mais e poder controlar com o próprio cérebro? Um experimento com 36 pessoas testou um terceiro polegar robótico e demonstrou a capacidade do cérebro humano de se adaptar a uma parte do corpo inteiramente nova e ainda de maneiras que os pesquisadores estão buscando entender.

A iniciativa se chama Third Thumb e começou como um projeto de graduação premiado no Royal College of Art em Londres, na Inglaterra. “Era uma forma de entender melhor como controlar algo extra preso ao meu corpo”, explicou a designer Dani Clode e complementou que “ como designer de próteses de braço, eu queria entender a relação única entre elas e as pessoas. É um algo diferente de qualquer outro produto e eu queria explorar isso.”

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Um polegar a mais pode ajudar uma série de benefícios, como: auxiliar em tarefas repetitivas, difíceis e fisicamente exigentes ou beneficiar as pessoas que perderam permanente ou temporariamente o uso de uma das mãos. Também pode resultar em capacidades e atividades inteiramente novas.

“Em um nível mais cotidiano, alguns de nossos participantes relataram usar o polegar para virar as páginas de um livro enquanto descascavam uma banana ou abriam uma garrafa”, disse a neurocientista Paulina Kieliba.

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Os participantes do estudo utilizaram os dispositivos para realizar várias tarefas, construir uma torre de blocos, manipular várias bolas simultaneamente ou mexer uma xícara de café com uma colher, por exemplo.

“O terceiro polegar é uma extensão de polegar impressa em 3D flexível para sua mão, controlada por seus pés”, afirmou Clode, designer da UCL. Além disso, eles tiveram acesso ao dispositivo por cinco dias e seus cérebros foram examinados antes e depois do experimento. Com isso, aprenderam a incorporar em suas rotinas diárias ao usar entre duas e seis horas por dia. 

Ao final dos testes, “alguns de nossos participantes até relataram que começaram a sentir que o polegar estava se tornando parte de seus corpos”, disse Clode. Ao mesmo tempo, os cientistas observaram evidências de plasticidade cerebral ao estudar como as próteses são representadas nos cérebros de usuários.

A plasticidade cerebral pode ser entendida como um “processo bidirecional”, no qual o cérebro vai adaptar tanto a representação da prótese quanto o corpo do usuário para melhorar a adaptabilidade, disse ela. No futuro, a equipe pretende desenvolver um terceiro polegar que seja fácil de usar.

Fonte: Gizmodo

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