O bitcoin voltou a cair nesta sexta-feira (21) após as autoridades chinesas reforçarem a repressão de mineração e comércio das criptomoedas. Até às 14h50 desta tarde, a moeda digital mais negociada do mundo era cotada a US$ 37,114 — queda de 7,85% nas últimas 24 horas —, de acordo com a Coindesk.

Segundo o comunicado divulgado pela China, é necessário “reprimir o comportamento de mineração e comércio de bitcoins e prevenir resolutamente a transmissão de riscos individuais ao campo social”.

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Além disso, Liu He vice-premiê da China e o Conselho do Estado alertaram para a necessidade de uma regulamentação mais rígida para proteger o sistema financeiro.

Naturalmente, a notícia também provocou a queda de outras criptomoedas: o ether caiu para US$ 2.486,34 (queda de 11,3%), o litecoin teve queda de 12,9% e a criptomoeda meme dogecoin ficou abaixo dos US$ 0,40.

Nem mesmo a valorização acima dos US$ 42 mil reportada na última quinta-feira (20) evitou que o bitcoin registrasse sua pior semana desde 13 de março. Fatores não faltaram.

Agravantes

Na última terça-feira (18), a China alertou para que as instituições financeiras e empresas de pagamentos locais não forneçam quaisquer tipos de serviço (como registro, negociação, compensação e liquidação) envolvendo moedas digitais.

Na ocasião, o Banco Central da China (PBOC) alegou que as criptomoedas não são “moedas reais” e órgãos chineses destacaram que os valores das moedas digitais são facilmente manipulados e que os contratos comerciais não são protegidos pela lei do país.

Como consequência, o preço do bitcoin chegou a despencar em 30%.

Representação de bitcoin sendo destruído pela China
China reforça repressões contra o bitcoin e outras moedas digitais. Foto: Wit Olszewski/Shutterstock

Para piorar, o Departamento de Tesouro dos Estados Unidos disse na última quinta que vai exigir que qualquer transferência de criptomoedas igual ou maior do que US$ 10 mil terá de ser relatada ao IRS, serviço de receita do Governo Federal americano.

“A criptomoeda já representa um problema significativo de detecção, pois facilita atividades ilegais, incluindo a evasão de impostos”, justificou o órgão.

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A péssima semana do bitcoin também é reflexo das declarações feitas por Elon Musk, dono da Tesla e da SpaceX.

Na semana passada, o executivo, que sempre defendeu as criptomoedas, disse que sua empresa automotiva não vai mais aceitar pagamentos em bitcoins e sugeriu vender cerca de 1 bilhão e meio de ativos da empresa na moeda. O motivo? O temor de que o uso do bitcoin possa ser um fator de aumento no consumo de energia e combustíveis fósseis.

Embora o mercado de criptomoedas tenha ultrapassado o valor de US$ 2 trilhões de forma inédita nesse ano, os acontecimentos recentes colocam grandes pontos de interrogação sobre os futuros do bitcoin — considerado o melhor ativo de 2020 — e de outras moedas digitais.

Fonte: CNBC

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