Google Reader faz seu retorno como uma extensão do Chrome

Montagem mostra parte da logomarca do navegador Google Chrome e a logomarca do leitor de RSS

Imagem: Olhar Digital/Reprodução

Nascido em 2005 como um experimento, o Google Reader foi provavelmente o mais popular agregador de RSS do seu tempo até ser sumariamente “morto” pelo Google em 2013, citando queda no uso. Mas o Google parece estar ensaiando um retorno do serviço, desta vez como como uma extensão do navegador Google Chrome. As informações vêm do blog do projeto Chromium, que mantém a versão Open Source do browser.

Por enquanto, o time por trás da ideia vem se referindo a ela como um “experimento” a ser executado nas próximas semanas, contemplando a exibição de um botão “Seguir” similar ao do antigo Google Reader nas versões “Canary” do Chrome em smartphones Android.

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O Google Reader foi possivelmente o maior leitor de RSS da internet, até ser encerrado pelo Google em 2013. Um projeto, porém, ensaia seu retorno como extensão do Chrome. Imagem: Google/Divulgação

Para os não iniciados, o Chrome Canary é uma plataforma de testes, onde novos recursos ainda em desenvolvimento são implementados e testados. Os principais usuários do Canary são desenvolvedores, tanto do navegador em si quanto desenvolvedores web que querem testar novos recursos ou padrões que ainda não foram implementados na versão “Release”, disponível ao grande público.

O custo por ter acesso prioritário às novidades é uma maior chance de encontrar bugs que “quebrem” alguma parte importante do navegador, ou mais instabilidade. O nome vem da história do “Canário na Mina”: antigamente, mineradores em busca de carvão levavam gaiolas com canários consigo nos túneis das minas. Se um acúmulo de dióxido de carbono ou algum outro gás nocivo se formasse, o canário seria o primeiro a morrer, servindo como alerta.

O modelo RSS precede a explosão das redes sociais como promotoras de conteúdo. Um site exporta conteúdo (como manchetes) em formato padrão na forma de um arquivo com a extensão “.rss” chamado “Feed”.

O arquivo é atualizado automaticamente sempre que novo conteúdo é publicado. Usuários podem “assinar” o feed, efetivamente “seguindo” o site e sabendo em primeira mão sobre qualquer notícia que seja publicada.

Agregadores, como o Google Reader, permitiam que você acompanhasse vários feeds ao mesmo tempo em um só lugar. Era como montar um “jornal” sempre atualizado apenas com os temas e fontes de que gosta. Ainda hoje há serviços semelhantes em atividade, como o Feedly.

Ainda não sabemos se o experimento irá adiante, ou se aparecerá em outras plataformas além dos smartphones Android, onde o Chrome é o navegador padrão. Como o projeto ainda está em estágio inicial de testes, ainda não há previsão de lançamento ao público.

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