Cientistas e astrônomos da Nasa planejam instalar telescópios lunares capazes de enxergar o universo mais de 13 bilhões de anos atrás, quando só existiam gases provenientes do Big Bang.

Os observadores devem ser instalados no lado escuro da Lua já nos próximos anos. Atualmente, dois projetos estão em estudo: o Lunar Crater Radio Telescope e o Farside Array for Radio Science Investigations of the Dark Ages and Exoplanets.

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Com missões marcadas para lá nos próximos anos, a agência quer aproveitar as viagens para levar os equipamentos necessários para a construção dos observatórios.

Segundo a Nasa, a ideia existe desde o início das missões tripuladas à Lua, em 1960, mas só agora se pode contar com a tecnologia robótica para fazer isso, com muito menos custo. Mesmo assim, os valores envolvidos são grandes: o primeiro projeto, que prevê a construção de um radiotelescópio em uma cratera, já recebeu 500 milhões de dólares só para estudos adicionais.

O segundo projeto tem um nome extenso e curioso, que quer dizer algo como “Investigações de Radiociência da Idade das Trevas e Exoplanetas no lado distante”. “Idade das Trevas”, neste caso, se refere ao período astronômico em que não existiam estrelas, o que pode ter acontecido até 400 mil anos depois da explosão que deu origem ao universo. O plano é estender fios e sensores por uma enorme área de quase 10 km no lado escuro da Lua.

As futuras missões lunares, como a Artemis, incluem uma série de rovers e landers que vão ajudar a preparar a Nasa e o satélite natural da Terra para novas visitas humanas, além da entrega de equipamentos científicos, como os telescópios. A meta é levar astronautas, e entre elas, a primeira mulher à Lua em 2024.

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