Nem só de olhar para o espaço vive a Nasa. A agência espacial dos Estados Unidos vai projetar novas missões com foco na Terra, para dar apoio à melhor compreensão da mudança climática. O ‘Observatório do Sistema Terrestre’ vai fornecer informações importantes e faz parte de um plano da administração Biden para “aumentar a resiliência climática”.

As missões focadas na Terra vão ainda orientar esforços quanto à mitigação de desastres, combate a incêndios florestais e melhoria dos processos agrícolas. Cada satélite do observatório será projetado para complementar os outros, trabalhando em conjunto para criar uma visão 3D do planeta, desde o solo até a atmosfera.

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“Eu vi em primeira mão o impacto de furacões que se tornaram mais intensos e destrutivos por causa das mudanças climáticas, como Maria e Irma. A resposta da administração Biden-Harris à mudança climática corresponde à magnitude da ameaça: um governo inteiro, uma abordagem prática para atender a este momento”, disse Bill Nelson, administrador da Nasa.

Nelson, que também é senador do país e foi astronauta, afirma que muito do que foi aprendido nos últimos 30 anos sobre mudanças climáticas teve como base as observações dos satélites da agência.

Assim, o novo observatório vai expandir o trabalho. “Proporcionando ao mundo uma compreensão sem precedentes do sistema climático da Terra, armando-nos com dados de próxima geração essenciais para mitigar a mudança climática e protegendo nossas comunidades em face de desastres naturais”, emendou.

O novo observatório vai ajudar a compreender furacões de Categorias 4 e 5, como o Maria, de 2017. A foto mostra uma leitura térmica do fenômeno obtida pelo satélite Terra. Imagem: Nasa

Em seu site oficial, a Nasa listou as áreas de foco do Observatório do Sistema Terrestre:

  • Aerossóis: Respondendo à questão crítica de como os aerossóis afetam o balanço global de energia, uma fonte chave de incerteza na previsão das mudanças climáticas.
  • Nuvem, convecção e precipitação: Lidando com as maiores fontes de incerteza nas projeções futuras de mudanças climáticas, previsão da qualidade do ar e previsão de clima severo.
  • Mudança de massa: Fornecimento de avaliação e previsão de secas, planejamento associado para uso de água para agricultura, bem como apoio à resposta a ameaças naturais.
  • Biologia e geologia de superfície: compreendendo as mudanças climáticas que impactam alimentos e agricultura, habitação e recursos naturais, respondendo a perguntas sobre fluxos de carbono, água, nutrientes e energia dentro e entre ecossistemas e atmosfera, oceano e a Terra.
  • Deformação e mudança de superfície: modelos de quantificação do nível do mar e mudança da paisagem conduzidos por mudanças climáticas, previsões de perigo e avaliações de impacto de desastres, incluindo a dinâmica de terremotos, vulcões, deslizamentos de terra, geleiras, águas subterrâneas e interior da Terra.

Nesta fase inicial de formulação do observatório, a Nasa fechou parceria com a Organização de Pesquisa Espacial Indiana (ISRO, na sigla em inglês). A ISRO reúne dois tipos de sistemas de radar, que medem mudanças com resolução de menos de 1,5 centímetro.

Esse sistema da organização indiana será logo usado nas missões iniciais, como um descobridor. Chamada NISAR (radar de abertura sintética Nasa-ISRO), a missão vai medir processos mais complexos, como o colapso da camada de gelo e riscos naturais, como terremotos, vulcões e deslizamentos de terra.

Via: Space / Casa Branca / Nasa

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