Europa, uma das luas de Júpiter, pode ser ainda mais promissora para a existência de vida. O satélite tem uma crosta gelada cobrindo um vasto oceano global e, agora, cientistas acreditam que a camada rochosa logo abaixo pode ser quente o suficiente para ter vulcões submarinos.

A nova pesquisa, publicada recentemente na Geophysical Research Letters, junto a modelos feitos em computador, sugere que a atividade vulcânica aconteceu no fundo do mar em um passado recente. Essa ação pode, inclusive, ainda estar acontecendo. A Nasa espera ter mais detalhes sobre a atividade com a missão Europa Clipper, que deve ser lançada em 2024. A sonda vai sobrevoar a fria lua e coletar medições que podem ajudar os cientistas em 2030, quando chega lá.

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Por enquanto os pesquisadores se baseiam nas evidências de que Europa abriga um oceano entre a crosta congelada e o interior rochoso. Lá dentro, o calor pode ser o suficiente para derreter essa camada rochosa parcialmente, processo capaz de alimentar vulcões submarinos.

Uma explicação para o manto rochoso de Europa ser quente o suficiente é a grande atração gravitacional que Júpiter exerce sobre a lua. Enquanto o satélite gira em torno do planeta gigante, o interior de Europa se flexiona. Esse contorcionismo força energia no interior da lua, que vaza como calor. Quanto mais flexão, mais calor é gerado.

O estudo chega depois de décadas de especulações sobre a atividade vulcânica na lua.

As análises dos cientistas sugerem ainda que a atividade vulcânica em Europa é mais provável de acontecer perto dos polos. Se esses vulcões estiverem mesmo presentes, é possível que alimentem um sistema hidrotérmico, similar ao que auxilia a vida no fundo dos oceanos aqui da Terra.

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