A General Motors (GM) e a fabricante de produtos aeroespaciais Lockheed Martin revelaram nesta quarta-feira (26) que estão trabalhando no desenvolvimento de um veículo lunar elétrico e autônomo similar a um buggy. O objetivo das empresas é que os astronautas possam usar o veículo para percorrer a superfície lunar.

As duas empresas desejam lançar um Veículo de Terreno Lunar conceitual para o programa Artemis, da Nasa, que será a próxima campanha de exploração da Lua da agência espacial dos EUA e tem a meta de colocar a primeira mulher em nosso satélite natural. A empreitada exigirá vários robôs, veículos e bases científicas para ser bem-sucedida.

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Animação mostra como deve ser o deslocamento do buggy no ambiente lunar. Crédito: Lockheed Martin/Divulgação

De acordo com as empresas, o veículo usará a tecnologia de direção autônoma da GM e está sendo projetado para percorrer distâncias maiores que os buggies do projeto Apollo. O veículo ainda está nos estágios iniciais de desenvolvimento, sendo assim, detalhes sobre peso e alcance ainda não podem mudar.

“Queremos que seja o mais leve e forte e tenha uma vida tão longa quanto possível”, disse o vice-presidente de exploração lunar da Lockheed, Kirk Shireman, ao The Verge. “Os rovers irão estender drasticamente o alcance dos astronautas à medida que realizam investigação científica de alta prioridade na Lua”, disse Rick Ambrose, vice-presidente executivo da unidade espacial da Lockheed.

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“Isso acabará por impactar a compreensão da humanidade sobre o nosso lugar no sistema solar”, completou o executivo. A colaboração das duas empresas veio logo após a Nasa pedir ao setor privado que apresentasse ideias para dois tipos de veículos lunares classificados como humanos: o Veículo de Terreno Lunar (LTV, na sigla em inglês) e o Sistema de Mobilidade Científica da Superfície Lunar.

Exigências da Nasa

A Nasa tinha uma série de especificações mínimas para o conceito do LTV, o que inclui a direção autônoma em um terreno irregular, como é o solo cheio de crateras da Lua, um ambiente bastante desafiador para a tecnologia de visão por computador dos sistemas de direção autônoma usados na Terra.

“Neste ponto, o que temos é um tremendo kit de ferramentas, uma base de autonomia comercial a partir da qual podemos trabalhar”, disse o vice-presidente de crescimento e estratégia da GM, Jeff Ryder. “No momento, estamos investigando como poderíamos usar essas capacidades e aplicá-las a essas missões e operações específicas associadas ao programa Artemis”.

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