O Instituto Butantan voltou a produzir, na madrugada desta quinta-feira (27), a vacina CoronaVac, que estava com a fabricação suspensa desde o dia 14 de maio devido a falta de matéria-prima. Na última terça-feira (25), um carregamento com 3 mil litros de insumo farmacêutico ativo (IFA) chegou em São Paulo, com essa quantidade é possível fabricar 5 milhões de unidades do imunizante.

Nas próximas semanas, devem chegar mais de 15 mil litros do insumo, de acordo com o contrato firmado entre o Butantan e o Sinovac Biotech. A entrega de 5 milhões de doses devem chegar ao Ministério da Saúde dentro de 15 a 20 dias – tempo necessário para produção do imunizante – para então serem repassadas aos estados.

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Butantan e a CoronaVac

Devido ao atraso na entrega dos insumos, alguns estados brasileiros pararam de aplicar a CoronaVac. Muitas pessoas ficaram sem a segunda dose do imunizante que deve ser aplicada quatro semanas após a primeira, mas autoridades pedem que elas busquem a segunda aplicação, mesmo com o atraso.

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O governador de SP, João Doria (PSDB), chegou a acusar o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) de ser o culpado pela falta de justificativa no atraso das entregas do IFA.

No entanto, o embaixador da China no Brasil, Yang Wanming, relatou em uma reunião com os governadores que o atraso nas entregas se deu pela alta demanda de vacinas da China. O embaixador também ressaltou a necessidade de manter um ambiente de boa relação entre o Brasil e a China, além do reconhecimento mútuo ser necessário.

O país depende de insumos chineses tanto para a produção da Coronavac, no Instituto Butantan, quanto da Oxford-AstraZeneca, na Fiocruz. Só a Coronavac corresponde a cerca de 75% das vacinas contra a Covid-19 no Programa Nacional de Imunização.

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