A União Europeia (UE) e a AstraZeneca estão em um impasse por conta que dos argumentos apresentados afirmam que a farmacêutica não mobilizou o máximo da sua capacidade de produção na Europa para cumprir o contrato no que à vacina contra a Covid-19 diz respeito. Isso gera a ameaça de uma “penalização astronómica”, de acordo com o comunicado do EFE

Nesta quarta-feira, a UE indiciou a AstraZeneca com uma ação judicial para que a farmacêutica pague uma “multa de 10 euros por cada dia de atraso em cada dose da sua vacina não entregue a partir de dia 1 de julho”. Com isso, o valor pode ultrapassar 200 milhões de euros diários.

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O contrato entre as partes previa um fornecimento de 120 milhões de doses de vacina para a Covid-19 no primeiro trimestre do ano, por outro lado, a AstraZeneca entregou 30 milhões de doses. No segundo trimestre, a estimativa é entregar apenas 70 milhões das 180 milhões de doses inicialmente planeadas.

Além disso, a UE exigiu que o grupo farmacêutico anglo-sueco entregue imediatamente as doses em falta. A AstraZeneca exportou 50 milhões de doses produzidas em laboratórios situados em Estados-membros. Entretanto, o retorno foi negativo e de que não houve rompimento de qualquer cláusula do contrato, alegando que a ação interposta não tem fundamento. A farmacêutica se defendeu e pontuou as dificuldades de produção.

Em maio, a Comissão Europeia disse não ter renovado o contrato para o fornecimento da vacina Vaxzevria para depois de junho, através de um novo acordo com a Pfizer BioNtech.

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Fonte: Notícias ao Minuto

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